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quinta-feira, 21 de março de 2013

FAMIGLIA

Silvio Prado, professor

Rouba o pai, rouba o filho,
Rouba também o irmão
A mãe faz a sua parte
Com igual dedicação
E vai a família em frente
Mantendo uma tradição.

Essa pratica vem de longe
E foi sempre bem cuidada
Começando com um avô
Numa estranha empreitada
Que aportou do estrangeiro
Trazendo a arte afamada.

Quando aqui botou os pés
Não tinha eira e nem beira
Branco quase miserável
Porém ágil na rasteira
Mãos delicadas, tão finas,
Olhos em toda carteira.

Mas logo se aclimatou
E tudo foi muito ligeiro
Ganhando o perigoso lobo
Trejeito e pele de cordeiro
Adaptando a nobre arte
Ao jeitinho brasileiro.

Como mestre dessa coisa
De roubar, passar a mão
O homem ensinou o filho
Que dividiu com o irmão
Que logo associou um primo
Na quadrilha em questão.

E na seqüência do tempo
Pela vastidão dos anos
Chega a ser incalculável
O quanto trouxe de danos
Tanto assalto que essa gente
Fez por debaixo dos panos.

E agora, dominador
Mandando até em jornal
O povo dessa família
Conceituada e normal
Prossegue nos seus afanos
Mas sai na coluna social.

E rouba tão solenemente
Que roubar ficou bonito
Nunca parecendo roubo
E jamais sendo no grito
Pois roubar com tanta classe
Fez da família um mito.

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