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quarta-feira, 13 de março de 2013

FUTURO EX-PREFEITO PREPARA
OUTRA TUCANAGEM EM TAUBATÉ

A promessa feita no início do ano pela secretária de Saúde Aldineia Martins está se materializando. A intenção do prefeito tucano é terceirizar a saúde pública de Taubaté, entregando para organizações sociais a gestão, por exemplo, do pronto socorro municipal.

A bravata da secretária de saúde ao ameaçar de demissão funcionários e médicos que não prestassem serviço adequado à população era o primeiro sinal de que a intenção de terceirizar a saúde pública municipal.

Incompetente para gerenciar a cidade, Ortiz Júnior, que já propôs aumento salarial de 31% para secretários municipais, agora abre brecha para a terceirização da educação e da saúde.

O saco de tucanagen da Prefeitura, parece, não tem fundo.

Segundo O Vale desta quarta-feira (13), a Comissão de Justiça e Redação, presidida pelo vereador Rodrigo Luís Silva – Digão, já teria aprovado o projeto do prefeito tucano Ortiz Júnior, que pode ser votado na sessão de hoje.

A experiência tucana de tudo terceirizar já rendeu livros e muitas críticas ao modelo de gestão implantado na saúde de São Paulo ao apagar das luzes de 2010, quando a terceirização de leitos hospitalares foi aprovada pela Assembleia Legislativa.

Entre os deputados que aprovaram a medida está o taubateano Padre Afonso, que emplacou a secretária de saúde de Taubaté.

O povo de Taubaté está sendo traído pelo prefeito e pelo deputado que se elegeram para nos defender, mas defendem a\penas interesses privados.

Saúde pública não é para ganhar dinheiro. É um direito do cidadão e um dever do Estado prover um serviço público de saúde minimamente decente.

Não é o que os tucanos fizeram em São Paulo, em São José dos Campos e agora, pretendem, em Taubaté.

Senhores vereadores: quem vai permitir a precarização ainda maior da saúde pública municipal?

Se o prefeito não tem competência para gerir um serviço público essencial e necessário, não fique esperando a Justiça Eleitoral decidir seu destino. Sai de fininho da Prefeitura. Ninguém vai sentir sua falta.

Aqui, trecho do texto do médico Cid Carvalhaes, ex-presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), publicado pela Folha de S. Paulo no dia 3 de novembro de 2012, há cinco meses, portanto.

Cid Carvalhaes, ex-presidente do Cremesp
“Desde que foram implantas no Estado, em 1998, as OSs tem apresentado fragilidades. Com a privatização dos serviços públicos, os médicos, os profissionais da saúde e os usuários assistiram a um processo acelerado de sucateamento da saúde, artifício utilizado pelo gestor público para justificar a manutenção do serviço de privatização.

A discrepância pode ser vista em números. De acordo com o Tribunal de Contas do Município de São Paulo, somente na capital, em 2011, o governo repassou quase 40% de seu orçamento de mais de R$ 5 bilhões destinados à saúde para as OSs. No Estado de São Paulo, a situação não é diferente: estão sobre gerenciamento de OSs quase 40 hospitais, 44 unidades de saúde.

Temos consciência de que as organizações sociais aprofundaram os problemas da saúde pública do país e de São Paulo. As empresas maquiaram vários pontos de atendimento com pintura de paredes e modificação de pisos, mas o atendimento continua defasado, ineficiente e deficitário. No aspecto da prestação de contas, as OSs têm demonstrado dificuldades em apresentar eficiente controle do destino do dinheiro público para o privado.”

Além disso, a terceirização gera uma rotatividade desastrosa nas contratações. Profissionais são contratados sem concurso público, sendo muitos deles sem qualificação adequada, o que gera grande desassistência aos usuários do sistema.

A íntegra do texto pode ser lida aqui.

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