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quarta-feira, 13 de março de 2013

MARADONA, MESSI E AGORA O PAPA

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

Um Papa brasileiro faria mais sucesso entre os católicos daqui. Poderia frear o crescimento das conversões ao segmento evangélico. Mas à Igreja brasileira resta trabalhar com a realidade, e torcer para que a humildade de Francisco Primeiro supere o rigor natural de todo religioso Jesuíta.

Para conhecer o perfil de um Papa Jesuíta é preciso percorrer a origem da Companhia de Jesus, que congrega os seguidores da ordem religiosa fundada por Santo Ignácio de Loyola, autor de suas constituições, adotadas em 1554. Uma organização rígida, disciplinada, que exige absoluta abnegação e a obediência ao Papa e aos superiores hierárquicos, sob a norma: “perinde ac cadaver”, que significa dizer disciplinado como um cadáver. Seu lema é: "Ad maiorem Dei gloriam”, ou seja, para maior glória de Deus.

A ordem religiosa, hoje em dia, é a maior da Igreja Católica em todo mundo, com 19 mil 216 membros espalhados por 112 países, nos 6 continentes. Caracteriza sua atuação por forte ligação ao ensino em todos os níveis.

Francisco Primeiro, portanto, para não contradizer sua origem aplicará, com a humildade do nome, o rigor professoral implacável contra tudo que há de errado na Igreja de Pedro como, aliás, teria feito na Argentina, de onde deixou de ser Arcebispo de Buenos Aires ontem.

Mas insisto. Para a Igreja do Brasil, o momento era para um papa brasileiro... Quem sabe Odilo Scherer seja o próximo. Afinal, Jorge Bergoglio, ou Francisco Primeiro, perdeu no concílio passado para Bento XVI. E, se os Argentinos nos provocarem é só usar a “piada pronta”: o papa pode ser argentino, mas Deus é brasileiro...

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