Páginas

quinta-feira, 21 de março de 2013

SEM MEDO DA JUSTIÇA, ORTIZES
VENDEM TAUBATÉ A VAREJO

Antonio Barbosa Filho, jornalista

A intrigante lentidão da juíza eleitoral Dra. Sueli Zeraik de Oliveira Armani em julgar os pedidos de cassação de Ortiz Júnior que estão sobre sua mesa há quase três meses (!!!), está permitindo a prática de atos potencialmente lesivos ao interesse público e de difícil reparo depois de consumados. Enquanto mais de 25 cidades brasileiras já realizaram eleições para substituir prefeitos impugnados em 2012 por atos muito menos graves do que o abuso de poder econômico e político verificado em Taubaté - e fartamente provado nas denúncias do Ministério Público, de maneira veemente, irrespondível - nós taubateanos continuamos em plena insegurança jurídica e sujeitos a abusos de toda natureza.

Com o máximo respeito, a Dra. Sueli Zeraik está colocando sob suspeição todo o prestígio da Justiça Eleitoral e o seu próprio - tida como uma das mais austeras da Magistratura paulista. Ninguém espera que esta imensa demora venha a contribuir para a absolvição do réu-eleito. Caso ele fosse inocente, certamente, a magistrada já teria tirado dos ombros do jovem político e de seu pai, que compartilham o cargo na Prefeitura em mais uma ilegalidade e imoralidade sem qualquer pudor, as acusações que pesam sobre sua multimilionária campanha. A Dra. Sueli está dando um recado à sociedade sob tensão: "inocente o Júnior não é; trata-se de enquadrá-lo da maneira mais cabal nas leis existentes". Aliás, é o que repetem os poucos que ainda defendem os Ortizes: "eles cometeram crimes, mas a Justiça jamais os apanhará porque são milionários e têm meios de defender-se e driblar a Justiça indefinidamente".

É preferível, até para mantermos a paz social e a cordialidade que deve presidir a convivência cidadã, acreditarmos que a Meritíssima Juíza está apenas cumprindo requintes de perfeição na elaboração de uma sentença que ficará na História, punindo os crimes cometidos e servindo de exemplo para outros aventureiros que, no futuro, imaginem poder comprar o cargo de prefeito de nossa cidade. Será uma peça lavrada em aço, cortante, robusta e inabalável por recursos e apelações que a vasta banca contratada pelos Ortizes naturalmente irá esgotar até a última instância.

PRIVATIZAÇÕES

Enquanto isso, com uma ânsia de quem esperou muito para ir ao pote, o réu Juninho e seu pai aceleram medidas que podem beneficiar a muito poucos, e desmantelar de forma irremediável serviços públicos estruturados. Ao invés de reparar as falhas, enxugar procedimentos, qualificar melhor o pessoal onde fosse necessário, e prestar melhores serviços à população, a dupla Ortizão e Ortizinho desmonta a área de Saúde, tentando rapidamente privatizar o que resta de Saúde Pública municipal. O funcionalismo municipal jé é vítima, tendo seu atendimento sido suspenso pelo Hospital Universitário. Quero ver se houver (Deus nos livre!)  um óbito por falta de atendimento, se os Ortizes, que se dizem tão cristãos, irão pedir perdão ao povo, à família e a Deus... e se merecerão tal perdão, depois de cometerem esse verdadeiro crime político-administrativo.

Cada dia que a dupla ganha da Justiça lenta é um passo a mais que dá na sua ambição de tratar a Prefeitura como uma empresa lucrativa para eles e seus amigos. Veja-se o volume de compras sem licitação. A cidade está horrorizada porque a maioria que votou nos Ortizes devido a sua riquíssima campanha não foi avisada das verdadeiras intenções da dupla. Ninguém segura a fome dos Ortizes. Principalmente porque eles acham que a Dra. Sueli Zeraik "já era".