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quinta-feira, 11 de abril de 2013

O QUE A DRA SUELI ZERAIK
TERÁ QUE JULGAR (FINAL)

Artigo publicado originalmente pelo Diário de Taubaté

Antonio Barbosa Filho, jornalista 

A denúncia do então promotor-eleitoral dr. Antonio Carlos Ozório Nunes, ainda na sua parte preliminar, trata da “Pré-Campanha Abusivamente Milionária”, e descreve alguns gastos ilegais de Juninho Ortiz, porque fora dos prazos do calendário eleitoral.

Comenta a publicação e distribuição de 9 edições de um pequeno jornal “Papo 45”, alegado informativo do PSDB mas contendo propaganda do ainda pré-candidato, com muitas fotos e textos de elogio. A tiragem informada de 50.000 exemplares deve ter sido bem maior, pois o esquema de distribuição montado por Júnior abangia 204 ruas em todos os bairros da cidade. O custo aproximado só da impressão das nove edições chegaria a R$ 111.000,00.

Também antes da campanha legal, a Rádio Metropolitana transmitiu vinhetas “assinadas” pela ainda não-candidato, numa evidente propaganda antecipada. A propaganda foi tirada do ar e a emissora multada por iniciativa do MP, no processo 2.689/12). Esta despesa de Júnior jamais foi declarada e, como afirma o promotor “despesas obscuras e ilegais jamais são contabilizadas”.

A denúncia menciona ainda o  “financiamento de eventos em paróquias, comunidades, ONGs. shows, festas, etc”. cada evento era anunciado em milhares de panfletos, vários deles anexados ao processo.

Júnior criou ainda uma “Ótica Móvel”, atendimento gratuito à população nos bairros. Diz a denúncia: “Observa-se pelo documento juntado aos autos que para a pessoa passar pela consulta, precisava apresentar CPF, RG e comprovante de endereço, dados esses que serviriam mais tarde para Ortiz Júnior fazer as suas correspondência personalizadas aos eleitores, fato este gravíssimo de cooptação ilegal de eleitores, ensejador até de outra ação por abuso de poder”. Este cadastro de eleitores em troca de consultas médicas caracteriza plenamente o crime de compra de votos.

Amanhã, nesta série que resume a acusação do Ministério Público no processo que a dra. Sueli Zeraik de Oliveira Armani tem em mãos desde janeiro, e que deve estar prestes a julgar, trataremos do envolvimento de Juninho Ortiz com a Renovação Carismática Católica e com várias paróquias da cidade.