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domingo, 14 de abril de 2013

UMA C... ATRÁS DA OUTRA.
TAUBATÉ COM TUDO DE NOVO

Os quase cem mil eleitores que acreditaram no futuro ex-prefeito e deram-lhe a cadeira que pertenceu a Roberto Peixoto, começam a perceber que trocaram um canastrão por outro.

Não escreverei, agora, sobre os problemas da (in)segurança pública – os moradores do Jardim Jaraguá que o digam.

Tampouco falarei da indecente proposta de aumentar o salário dos secretários municipais ou sobre a desastrada demissão de Aldineia Martins da Secretaria de Saúde

Falarei de comunicação.

A Prefeitura publicava no Diário de Taubaté todos os seus atos oficiais: nomeações e demissões, licitações, portarias, etc e tal.

Este ano, o futuro ex-prefeito desta urbe quase quatrocentona resolveu que mudaria que mudaria e veículo para divulgar os atos oficiais.

Pura vingança.

O Diário de Taubaté publicava os atos oficiais do ex-prefeito Roberto Peixoto por ter vencido uma concorrência pública.

Ortiz Júnior abriu nova concorrência pública. A empresa vencedora foi o jornal Bom Dia.

A ilegalidade começa aqui.

O Bom Dia sequer tem sucursal em Taubaté o que, em tese, dificultaria a publicação de atos oficiais decididos tarde da noite.

Para piorar, o Bom Dia fechou suas portas. O jornal não circula mais desde domingo (14). Ninguém sentiu falta do diário produzido em São José dos Campos.

Agora, o espaço é ocupado pela Gazeta de Taubaté.

Domingo saiu a primeira edição do jornal, que nasce metido num grande imbróglio envolvendo Ferdinando Salerno (ValeParaibano e O Vale), Aquilino Lovato e J. Háwila (Bom Dia).

Os direitos de publicar os atos oficiais da Prefeitura foram transmitidos de um jornal que foi fechado para o outro que foi aberto, ao arrepio da lei.

O futuro ex-prefeito prometeu em campanha Taubaté com tudo de novo, só não disse que seria pior que na última administração.

Clique aqui para ler no sítio do Consultor Jurídico decisão judicial que considera fraudulenta a sucessão da Aliance Editorial S/A, Rede Bom Dia Comunicações Ltda e o jornal ValeParaibano (O Vale). A Justiça os considerou farinhas do mesmo saco.

Tentarei traduzir o imbróglio: a Alliance, com uma procuração dada por Ferdinando Salerno (O Vale e ValeParaibano), participou fraudulentamente da concorrência pública e venceu em nome do Bom Dia, de J. Hawila.

A Alliance não pertence a Ferdinando Salerno. A empresa pertenceria a quatro filhos menores de idade do empresários de São José dos Campos.

O jornal O Vale não tem os documentos exigidos para participar da licitação. O Bom Dia participou com uma procuração dada por O Vale (Ferdinando Salerno) e a Gazeta de Taubaté publicou em sua primeira edição os atos oficiais da Prefeitura.

Tudo ilegal.

Taubaté com tudo de novo.

Veja aqui os expedientes da Gazeta de Taubaté (cujo nome pertenceu a um jornal publicado por José Antonio de Oliveira no começo dos anos 1980) e de O Vale.

Quem encontrar diferença nos nomes dos dois principais homens que dirigem a linha editorial dos jornais ganha um doce.

Se preferir pode ser uma dose de insulina injetável.

Eu mesmo pago.