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terça-feira, 7 de maio de 2013

MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA CCZ

A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Taubaté recebeu, entre os meses de fevereiro e abril deste ano, uma série de denúncias, algumas gravíssimas, contra o CCZ – Centro de Controle de Zoonose de Taubaté. Quem possui animal de estimação se condói com o sofrimento dos que não estão sob sua guarda.

Maus tratos de animais, eutanásia desnecessária, castrações sem que as normas estabelecidas pelo CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária) sejam devidamente seguidas e contratação de médicos em detrimento dos que obtiveram melhor classificação em concurso público realizado pela Prefeitura.

Aparentemente com sarna, cão aguarda tratamento
 Entre as denúncias formuladas ao MP está a manutenção, pela atual administração, dos médicos veterinários Thiago José Álvares Lopes das Neves, Juliana Fontes Veiga e Mylene Garcez Iemini, que se classificaram em 150ª, 217º e 218º lugares respectivamente, entre 242 candidatos aprovados.

Os três teriam sido contratados sob a administração do ex-prefeito Roberto Peixoto e mantidos pelo atual, Ortiz Júnior, que tem em seu poder a lista de classificação dos médicos veterinários concursados e até agora não tomou nenhuma providência.

Por que ainda não foram chamados para trabalhar no CCZ os médicos veterinários Daniela de Oliveira Bittencourt, Andrea Gonzaga dos Santos e Roberto de Souza Macedo, respectivamente 1º, 2º e 3º lugares no último concurso público realizado em Taubaté. Isto só para ficarmos no três primeiros classificados.

Por que as associações de proteção aos animais de Taubaté não se manifestam? Elas estão acompanhando a investigação iniciada pelo Ministério Público? Quem cobra das autoridades responsáveis pelos animais um tratamento adequado para os mesmos.

Aqui, uma pequena relação do que estaria acontecendo no CCZ, sob investigação da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente:

1 – Médico que não cumpre plantão nos fins de semana, mas estaria recebendo normalmente (R$ 1 mil) pelo “trabalho”.

2 – Prática de eutanásia em animais saudáveis e filhotes.

3 – Quatro cães da raça pitbull teriam morrido em consequência de ração estragada servida como alimentação a eles. De acordo com a denúncia, cerca de 1 tonelada de ração, “mofada”, estaria inadequadamente guardada no auditório do CCZ.

As rações "brancas" estariam com mofo
4 – Falta de medicação para determinadas doenças que não seriam requisitadas a tempo de serem usadas nos animais.

5 – Em fevereiro, quando a denúncia foi apresentada, haviam pelos menos 40 cães com sarna no CCZ, ignorados pelos responsáveis pelo local.

6 – O chefe de serviço do CCZ, um dos denunciados, é advogado. Francisco Eduardo Rubim Alves prestaria assistência jurídica a seus clientes durante seu expediente normal de trabalho.

7 – O CCZ teria recebido 54 mil doses de vacina antirrábica do governo do Estado, mas só teria aplicado 20 mil. Da sobra de 34 mil doses, 18 mil estariam  estocadas no CCZ. E as outras 16 mil?

A lista de denuncias é grande. O promotor de justiça do Meio Ambiente, Darlan Dalton Marques, despachou no dia 15 de fevereiro cobrando respostas do CCZ às denúncias formuladas.