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quinta-feira, 9 de maio de 2013

PSOL PROPÕE HOMENAGEAR
SALDANHA COM NOME DE ESTÁDIO

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

O jornalista João Saldanha é conhecido fora do círculo carioca por ter sido técnico da seleção brasileira de 1970, quando convocou e escalou o time que disputaria a Copa do México. Os jogadores ficaram conhecidos com as “Feras de Saldanha”.

O que a maioria desconhece é a atuação política do gaúcho Saldanha, militante político do PCB e botafoguense de quatro costados, como se dizia na década de 1960.

Polêmico, o jornalista teria protagonizado uma discussão com o general-presidente Garrastazu Médici, gaúcho como ele, ao afirmar que era atribuição do presidente da República escalar o Ministério e que a Seleção de futebol problema do técnico.

A “resposta” teria sido o bastante para Saldanha ser substuído por Zagalo no comando da seleção brasileira de 1970. O resto da história todos conhecem.

Abaixo, a informação de José Carlos Cataldi

Projeto dos vereadores Eliomar Coelho, Paulo Pinheiro e Renato Cinco, todos do PSOL, sugere a troca do nome do estádio do ‘Engenhão”. Significa dizer que João Havelange, além de perder o cargo no Comitê Olímpico Internacional e a presidência de honra da FIFA, por renúncia ante o escândalo da propina, também passará por mais essa humilhação.

Com acerto, os Edis justificam que o futebol é um esporte popular num Brasil carente de exemplos de ética, honra e paixão. Por isso sugerem o nome do jornalista João Saldanha, homem que, inclusive, não se curvou à ditadura militar quando técnico da seleção brasileira. Lembro que o general Médici quis intervir no trabalho dele, escalando jogadores que o “João Sem Medo” não considerava aptos a integrar o escrete nacional.

O projeto já foi protocolado. Se passar pelas comissões, deve ser votado no segundo semestre.

Há outro detalhe relevantíssimo, talvez passado despercebido aos vereadores: No Brasil, a lei federal 6.454, de 24 de outubro de 1977, dispõe sobre a denominação de logradouros, obras, serviços e monumentos públicos e dá outras providências”. 

Esta lei impede que próprios públicos recebam o nome de pessoas vivas... Logo, entre Havelange e o Engenhão, existe um vício de origem.

Acho a proposta muito oportuna.

Falei e disse!