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sexta-feira, 3 de maio de 2013

RELATÓRIO REMENDADO PELA CGA
CALA BICO DE TUCANO EM TAUBATÉ

Quinta-feira (2) foi dia de comemoração no ninho tucano de Taubaté. Logo pela manhã as redes sociais foram inundadas por tucanalhas ávidos por demonstrarem aos  “maledicentes” de plantão, que ficam espezinhando o caudilho taubateano e seu filho, réus em processo por improbidade administrativa na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

A informação divulgada na edição desta sexta-feira (3) do jornal O Vale, sobre a retificação que a CGA (Corregedoria Geral dA Administração) fez à nota anterior sobre a “regularidade” na compra de mais de 4 milhões de mochilas escolares pela FDE, sob a administração do ex-prefeito José Bernardo Ortiz, foi desmentida.

Órgão da Casa Civil do Governo de São Paulo, criado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que reuniu a imprensa para assinar o decreto estadual nº 57.500/2011, com pompa e circunstância, para fiscalizar com rigor órgãos públicos e seus dirigentes, fez água logo na assinatura do decreto.

A medida moralizadora previa que o governo de São Paulo só nomearia para cargos públicos quem tivesse ficha limpa, ou seja, nenhuma condenação em segunda instância. Não era o caso de Bernardo Ortiz, condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a devolver cerca de um milhão e meio de reais aos cofres municipais pela compra de tubos corrugados que se mostraram, anos depois, ser de qualidade inferior.

A divulgação da nota da CGA coincidia com o depoimento que o engenheiro Francisco Oiring prestaria ao Ministério Público da Capital na terça-feira (30), sobre os bastidores da milionária campanha de Ortiz Júnior à Prefeitura de Taubaté. O depoimento de Chico Oiring pode ser lido aqui.

A CGA, que reconhece haver “indícios” de malfeito na compra das mochilas pela FDE, chove no molhado ao afirmar que enviou seu relatório à Ministério Público. Ora, a 4ª Promotoria do Patrimônio Público e Social da Capital investiga a possível formação de cartel de empresas fornecedoras da FDE desde maio de 2012.

A CGA deveria divulgar nota oficial para explicar porque Bernardo Ortiz foi exonerado da FDE antes do prazo estabelecido pelo juiz da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, além de ter os bens bloqueados pela Justiça.

Abaixo, a notícia do monumental fiasco que foi a assinatura do decreto pelo qual o governador Geraldo Alckmin nomearia apenas fichas limpas em seu governo. Não pôde por que teria que demitir Bernardo Ortiz.