Páginas

terça-feira, 21 de maio de 2013

VEREADORES ASSEDIAM METALÚRGICOS
EM CAMPANHA SINDICAL PARTIDARIZADA

Não se pode dizer que a campanha pela presidência do Sindicato dos Metalúrgicos terá pouca importância no cenário político taubateano. Na verdade, a disputa dos trabalhadores mais parece um terceiro turno das eleições municipais.

Leia aqui boletim de abril deste ano em que a CUT (Central Única de Trabalhadores) manifesta apoio irrestrito à chapa da situação, encabeçada por Isaac do Carmo (PT), ex-candidato a prefeito de Taubaté.

Valmir Marques – Biro Biro, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e atual presidente da FEM (Federação Estadual de Metalúrgicos) apoia a Chapa 2 (oposição), mas admite a derrota a após a eleição da comissão eleitoral, que obteve 70% dos votos dos 900 trabalhadores que participaram da eleição da comissão em abril.

Composta por Gonçalo Campos Filho, Paulo Sergio Ribeiro e Isaac do Carmo, esta comissão tem a incumbência de dirigir as eleições para a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos nos próximos dias 22, 23 e 24 de maio (quarta, quinta e sexta-feira, respectivamente), período em que ocorre uma espécie de “primeiro turno” eleitoral.

Biro Biro é crítico da politização partidária do sindicato e não esconde que foi sondado pelo prefeito Ortiz Júnior para assumir uma secretaria no governo municipal, que teria recusado. “Não gosto da vinculação sindical com a política”, criticando veladamente a atual direção so Sindicato dos Metakúrgicos de Taubaté.

A eleição para o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté começa amanhã (22) e se estende até sexta-feira (24) numa espécie de primeiro turno.. Os trabalhadores escolherão os integrantes dos 19 comitês sindicais de empresas e os representantes do comitê sindical dos metalúrgicos aposentados.

Na segunda fase da eleição, nos dias 26, 27 e 28 de junho, os 103 membros eleitos no primeiro turno elegem a diretoria sindical propriamente dita: 9 diretores executivos, 3 conselheiros fiscais mais 3 suplentes e 8 conselheiros executivos.

O que chama a atenção é a participação de vereadores na campanha eleitoral. Vera Saba, por exemplo, vestiu a camisa da oposição e faz campanha para a Chapa 2 ao lado dos vereadores da base do governo Joffre Neto (PSB), Luiz Henrique – Neneca (PDT) e Paulo Miranda (PP)

Vera Saba é bancária, Joffre Neto é engenheiro, Neneca é professor e Paulo Miranda é ex-policial. A única com experiência sindical é a vereadora do PT.

O que faz políticos de origens distintas se unirem para derrubar Isaac do Campos? Quais interesses estão por trás da decisão dos parlamentares.

Vera Saba ainda manteve bom relacionamento com os trabalhadores da Volkswagen porque trabalhou na agência do Banco Itaú que serve a gigante multinacional. As posições adotadas por Joffre Neto, Neneca e Paulo Miranda são inexplicáveis.

O apoio de Vera Saba à oposição deve ser fruto das brigas intestinas do PT, que não a apoiou no processo de cassação do ex-prefeito Roberto Peixoto e que a levaria ao Palácio do Bom Conselho.

O PT fraquejou naquele momento. Bastaria o Sindicato dos Metalúrgicos ter levado às fábricas a situação política de Taubaté e a história poderia ser escrita de forma diferente.

Vera Saba não se apercebeu que está sendo politicamente usada por quem aposta no racha do Sindicato dos Metalúrgicos

Tem pena de tucano nesse mingau.