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terça-feira, 4 de junho de 2013

A LISTA DE CHICO

Quem gosta de cinema deve ter se deliciado com “A lista de Schindler”, de Steven Spelberg. A história se passa na Segunda Guerra Mundial. Nela, o industrial alemão Oskar Schindler faz uma lista e salva a vida de mais de mil judeus que iriam para a morte nos campos de concentração.

A lista de Chico, o Oiring, ao contrário, pode apressar a ida de Ortiz Júnior para o cadafalso. A ação de investigação judicial eleitoral 952-92.2012.6.26.0141, suspenso pela Justiça Eleitoral de Taubaté, está sendo reaberta e pode acelerar a queda do prefeito Ortiz Júnior.

A lista de nomes indicada por Chico Oiring à 4ª Promotoria do Patrimônio Público e Social da Capital começa a surtir efeito. Pelo menos uma das “doadoras” da campanha eleitoral do futuro ex-prefeito de Taubaté deve depor na Justiça Eleitoral e revelar novos lances dos bastidores da campanha tucana.

O “truque” revelado pelo engenheiro Chico Oiring ao Ministério Público na capital paulista sobre a forma como as “doações” foram feitas ao candidato tucano deixa claro que possíveis desvios ocorridos em outras plagas e em outros órgãos governamentais vieram para Taubaté.

Ortiz Júnior , segundo relato de Chico Oiring, obrigava os colaboradores de campanha a assinarem recibos com valores altos, para justificar as despesas com a campanha eleitoral e “fechar” a contabilidade.

Só um exemplo: o “colaborador” assinava um recibo de que havia recebido R$ 16 mil. Em tese, ele “doava” seu trabalho para a campanha tucana, ou seja, não recebia um centavo sequer.

O detalhe é que o mesmo colaborador aparecia na lista de “doadores”, por exemplo, com a quantia de R$ 2,5 mil. Acima, portanto, do que poderia ser efetivamente doado à campanha, ou seja, R$ 1,6 mil, ou seja, 10% de seu rendimento. A diferença de R$ 900,00 não foi devidamente esclarecida.

Os números acima são apenas exemplos, mas perfeitamente reais.

Para ler a declaração de Chico Oiring ao Ministério Público, clique aqui.

Abaixo, reprodução da primeira página da lista de pagamentos efetuados pela campanha tucana, de um total de 15 páginas.

A Justiça Eleitoral deve chamar para depor alguns dos nomes listados. A lista faz parte da prestação de contas de Ortiz Júnior sobre a contabilidade de sua milionária campanha eleitoral.