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quarta-feira, 24 de julho de 2013

"(...) VERÁS QUE UM FILHO
TEU NÃO FOGE À LUTA (...)"

Para alívio de alguns, alegria de outros e tristeza da maioria (espero) dos leitores que se acostumaram a nos acompanhar, afastei-me voluntariamente da lida diária de um blogueiro.

Para desespero dos sabujos e daqueles que se escodem no anonimato para expelir sua peçonha, resolvi manter o blog. Travei um longo debate comigo mesmo. Diante dos últimos acontecimentos políticos, que se espraiam por todo o Brasil, entendi que não deveria abandonar a luta.

Meu último texto foi publicado dia 20 de junho:

Motivo 1 - preservar minha saúde. Os cuidados médicos que o infarto e a diabetes me obrigam a ter não vão melhorar uma coisa nem outra. Só não pretendia colaborar para que piorassem.

Motivo 2: desencanto com a Justiça, que não puniu exemplarmente o ex-prefeito como deveria e mantém o atual no poder, impune. A desmobilização da população para protestar especificamente contra o caudilhismo em Taubaté, do atual e do ex-prefeito e seus aliados, deputado padre Afonso entre eles, me incomodam.

Os motivos que me mantiveram afastado do blog foram relevados. Minha saúde não melhorará, posso mantê-la estável, como está neste momento, mas a indignação com a injustiça e o compadrio político, que colocam no mesmo patamar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, não arrefeceu.

Os amigos verdadeiros tentaram me demover de uma decisão que intimametne já estava tomada. As noticias que chegavam a mim e as especulações disparatadas sobre a minha ausência na blogosfera foram o combustível que me fizeram repensar.

Mantenho minha conta Tweeter e abri uma nova no Facebook (basta procurar Irani Lima e a encontrarão).

Quero dizer que ninguém comprou meu silêncio nem me assustam os processos judiciais que respondo, pois tenho convicção do que escrevi e a certeza que a Justiça me dará razão no frigir dos ovos.

Nos próximos textos que tenho em mente, espero explicar o que motivou meu retorno.

Medo é uma palavra que não consta em meu dicionário. Não nos calemos diante diante da corrupção, do caudilhismo e dos conchavos políticos.