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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

2013 TAMBÉM É ANO ELEITORAL

Antonio Barbosa Filho, jornalista

Para surpresa de muita gente em Taubaté, a Justiça Eleitoral tem promovido eleições quase mensalmente em diferentes cidades do Brasil onde os prefeitos e vices eleitos no ano passado foram cassados por crimes eleitorais. Fica provado, mais uma vez, que a Justiça Eleitoral é eficiente e ágil, que os políticos culpados de corrupção e de abusos do poder econômico podem até vencer nas urnas, mas não escapam da lei.

A agilidade de alguns juízes eleitorais chega a impressionar, e valoriza este Poder perante a população, as vezes tão descrente das instituições. A bela cidade capixaba de Guarapari, por exemplo, teve nova eleição (a lei chama de "eleição complementar"), já no dia 2 de fevereiro deste ano. Ali não houve dois turnos em 2012, como em Taubaté, pois Guarapari tem cerca de 110 mil habitantes, mas mesmo assim o processo eleitoral que anulou a eleição de 2012 correu célere, e a cidade já tem nova administração, superada a natural crise política.

No dia 3 de março houve eleições em diversos municípios, de vários Estados, como Criciúma (SC) Bonito (MS) e Novo Hamburgo (no Rio Grande do Sul com cerca de 250 mil habitantes). Outras 16 cidades voltaram às urnas em 7 de abril.

Julho é mês de férias judiciais, mas mesmo assim, no dia 7, houve eleições tranquilas e bem organizadas em mais dez cidades brasileiras. No domingo passado, dia 4 de agosto, pelo menos outras nove cidades também elegeram seus prefeitos e vices, já que os eleitos em 2012 foram impugnados, investigados e condenados nesse intervalo de tempo.

Finalmente, é importante sabermos que já existem várias eleições marcadas para setembro e até para outubro de 2013. No total, são quase 50 municípios onde a Justiça Eleitoral, dando satisfação ao eleitorado, cumpriu exemplarmente seu dever e as falhas dos candidatos vitoriosos em 2012 foram sanadas, pelo bem das respectivas populações.

É por admirarmos o desempenho da Justiça Eleitoral, e conhecermos a independência da maioria de seus juízes, que os taubateanos nos perguntamos: até quando teremos que esperar que a dra. Sueli Zeraik de Oliveira Armani absolva ou condene o réu Juninho Ortiz? Estará a ilustre magistrada ouvindo tantas testemunhas nestas Ações de Investigação de Crime Eleitoral? Será este processo o mais complicado do Brasil, capaz de exigir mais de um semestre de apurações para fundamentar a douta sentença que a dra. Sueli terá que exarar? Confiamos que ela marcará mais uma vez sua carreira com uma decisão da mais alta sapiência jurídica e espírito de Justiça, como sempre fez. E esperamos poder votar, se for o caso, antes do Natal...