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terça-feira, 20 de agosto de 2013

CARTA ABERTA DE GLADIWA RIBEIRO

NOTA DA REDAÇÃO: Este blog tem orgulho de divulgar a carta-desabafo da advogada Gladiwa Ribeiro, que teve coragem para depor contra o caudilho José Bernardo Ortiz, então todo poderoso presidente da FDE, de onde foi afastado por decisão judicial e demitido posteriormente pelo governador Geraldo Alckmin.

Descaradamente, Ortiz Júnior, cassado hoje pela Justiça Eleitoral, em um debate na televisão durante a campanha eleitoral mentiu disse que a advogada taubateana foi demitida da FDE por praticar improbidade. Está respondendo por crime de calúnia na justiça pública de Taubaté.

Sem mais delongas, a carta da advogada Gladiwa Ribeiro.

Caros Amigos, População Taubateana,

Desde a notícia sobre a sentença proferida pela juíza eleitoral, são inúmeros os telefonemas, SMS, e-mails e mensagens via facebook que passei a receber, me questionando sobre minha opinião e posicionamento.

Não estou dando conta de responder individualmente cada uma delas, por isso me dirijo por meio desta, a todos.

Assim, como cada um de vocês, ansiei muito pela decisão da justiça eleitoral, repito, pela decisão. Era preciso que o Estado desse uma resposta, e hoje ela foi dada.

Gostaria de responder aos questionamentos simplesmente como uma cidadã, mas, não posso me esquivar do conhecimento jurídico adquirido e agregado ao longo desses 18 anos de vida profissional ligada ao Direito.

Passo a falar então como Advogada, mas sem me abster do lado, filha, mãe, mulher, irmã, cidadã!

Poucos de vocês me conhecem verdadeiramente.

Entrei no cenário político em meados de 2008 quando me candidatei a vereadora pelo PSDB (partido ao qual sou filiada até a presente data).

Ingressei neste cenário por entender que a Política tem como escopo buscar o bem estar das pessoas, acreditei e acredito nisto!

Assumi o cargo de assessora da presidência na FDE e menos de um mês depois foi nomeada Chefe de Gabinete.

 Nunca, repito, nunca fui demitida por justa causa ou por ato de corrupção de cargo nenhum.

Esta tentativa de me desqualificar é uma tentativa que chega a baila do desespero, com nítido escopo de fazer do ataque a defesa. Tais afirmativas ensejaram ações cíveis e criminais em desfavor de quem as pronunciou, ações essas que seguem seus trâmites processuais.

Por estar diretamente ligada à Presidência, após algumas denúncias de irregularidade (as quais estão sendo apuradas em processo que tramita pela 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital e que acarretaram o afastamento do então presidente da FDE e o bloqueio de seus bens e de seu filho), fui arrolada como testemunha pelo Ministério Público.

Os que me conhecem sabem bem que não fujo à luta e que meu compromisso com a verdade e com a justiça foi firmado “entre colunas”, quiçá nas “colunas” do ventre da minha mãe.

Sabia que atender ao chamado do Ministério Público, seria entrar em uma grande batalha, uma verdadeira batalha de Davi contra Golias, mas me dispus a atendê-lo.

Coloquei, como se diz, a cara para bater e apanhei, apanhei muito!

Não me considero inimiga de ninguém, não desejo o mal para ninguém, não tenho necessidade de me vingar de ninguém, simplesmente relatei  a verdade sobre tudo o quanto vi e ouvi.

Muitos se levantaram contra mim, verdadeiros exércitos munidos de armas quase letais...Muitos decretaram-me inimizade.

Mantive-me firme, ao lado de meus familiares!

Com o tempo algumas novas amizades foram surgindo.

Minhas únicas armas: Deus, Família e a Verdade!

Tive meu nome lançado pejorativamente em dois jornais de circulação na região, sofri agressões nas redes sociais e até na televisão tentaram me denegrir imputando-me conduta desonrosa (leia-se criminosa) que jamais pratiquei.

Chorei, sofri, silenciei e aguardei.

Por vezes me perguntei, será mesmo que vale a pena? Será que se deve lutar por uma Justiça se tornando vítima de tanta Injustiça (ataques, falsas afirmações, ofensas...).

Creio que sim, quando se dispõe a lutar por uma causa, tem que se arcar com os ônus dela.

Hoje, veio a resposta! A Justiça foi de certa forma tardia, mas chegou!

Apesar de que, como advogada não a vejo com bons olhos...(ao ler e reler a sentença algumas vezes, firmei opiniões sérias a respeito...mas são convicções profissionais que me resguardo ao direito de não revelar...ao menos por ora...como diria minha Nhá Zica, não se dá “milho pra bode”.

Ainda assim, tentam me denegrir, desqualificar, manchar minha reputação e macular minha imagem...se este é o preço que tenho que pagar pelo porvir de um povo, este preço é deveras pequeno.

Os que me conhecem sabem:

- Não tenho e nem nunca tive anseio pelo Poder.

Por vezes, estar no poder é necessário para garantir o direito aos tutelados.

- Não tive nenhum interesse prejudicado ao afastar-me dos acusados.

Meu interesse é o bem estar das pessoas e a igualdade social. O mais, meu trabalho sempre me garantiu.

- Nenhum prestígio me fora retirado!

Prestígio tem quem como eu, e os meus, podem andar pelas ruas de cabeça erguida e consciência tranquila.

Prestígio tem quem, como eu e os meus, não tem “rabo preso” com ninguém!
Nunca transgredi as leis... nunca tergiversei, nunca favoreci ninguém com atos de ilegalidade, nunca frustrei a aplicação da Justiça e nem provoquei seu retardamento...não engavetei processos, não retive processos em meu escritório para de qualquer forma deixar o tempo passar em favor de alguém...Nunca tive interesses escusos...Minhas atitudes são transparentes.

Enfim, meus conceitos de Poder, Interesse e Prestígio, são simplesmente, JUSTOS!

Por ocasião da sentença do atual prefeito, que muitos já tomaram conhecimento e outros estão por tomar, mais uma vez apanhei, de forma covarde e dolorosa, mas repito: se este é o preço que tenho que pagar em prol dos cidadãos de bem e honestos desta cidade, estejam certos, eu ofereço a outra face...

Gladiwa de Almeida Ribeiro, advogada