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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

COMO ISCARIOTES, ORTIZ JUNIOR
NEGA AMIZADE COM EMPRESÁRIO

O tucano Ortiz Junior se despede de dirigentes partidários e do empresário Djalma Silva Santos,  primeiro à esquerda,
após reunião de "trabalho"do quarteto num ensolarado 21 de outubro de 2011, dois anos antes das eleições municipais



A passagem bíblica é famosa: Judas Iscariotes, por trinta dinheiros, entregou Jesus Cristo aos romanos e negou, pelo menos três vezes, que o conhecia.

O ex-prefeito José Bernardo Ortiz, em seu primeiro mandato (1983/1988), usou, figurativamente, o nome de Iscariotes para definir seus adversários políticos, ou quem se tornasse adversário.

Evidente que o patriarca dos Ortizes queria se comparar a Jesus Cristo. O apelido “pegou”.

Ladino, o caudilho taubateano tinha certeza que macularia a imagem dos adversários e “santificaria” a sua perante os crédulos e inocentes eleitores taubateanos.

Deu resultado. Bernardo Ortiz virou mito em Taubaté. Elegeu diretamente três sucessores e dirigiu a cidade em três ocasiões.

A frustração pela derrota de seu filho José Bernardo Ortiz Monteiro Junior em 2008, na qual foi candidato a vice-prefeito, foi plenamente compensada pela vitória estrondosa nas eleições de 2012.

O velho caudilho taubateano foi o motor da campanha do filho à prefeitura da cidade, azeitada, possivelmente, por pagamento de propina para o então futuro candidato, conforme processo nº 0045527-93.2012.8.26.0053, em trâmite na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

Antes disso, em outubro de 2011, publicamos fotografia do prefeito cassado Ortiz Junior (PSDB) em reunião com o empresário Djalma Silva Santos no Restaurante Frango Assado, na pista Rio-São Paulo da Via Dutra, em Taubaté.

Hoje, o tucano nega sua amizade com o empresário.

Para não deixar o caro navegante em dúvida, republico texto da lavra de Ortiz Junior, divulgado na página pessoal do empresário.

Preste atenção nas datas e horários da troca de e-mails entre o pré-candidato Ortiz Júnior e o empresário Djalma Silva Santos.

Ortiz “Iscariotes” Junior, não negue o inegável!

Assuma sua amizade com o empresário que o ajudou financeiramente e que o denunciou por conta da rasteira que levou de você.

Para maior compreensão do amigo internauta, as datas e horários dos e-mails devem ser lidas de baixo para cima.

De: José Eduardo Bello Visentin <eduardobelloadvogado@yahoo.com.br
Enviadas: Terça-feira, 25 de Outubro de 2011 13:22
Assunto: Re: carta de esclarecimento

Com minhas alterações e os 2 novos parágrafos.

De: José Eduardo Bello Visentin <eduardobelloadvogado@yahoo.com.br
Enviadas: Terça-feira, 25 de Outubro de 2011 12:53
Assunto: Re: carta de esclarecimento
Fiz algumas alterações.

Enviadas: Terça-feira, 25 de Outubro de 2011 11:58
Assunto: Enc: carta de esclarecimento

Enviado através do meu BlackBerry® da Nextel
From: Ortiz Júnior <junior@ortiz.com.br
Date: Tue, 25 Oct 2011 11:36:22 -0200
Subject: carta de esclarecimento

Aqui o texto de Ortiz Junior:

Em razão das ofensas assacadas pelo jornalista Irani Lima, em seu blog, em publicação realizada na Sexta-feira, dia 21 de Outubro próximo passado, venho esclarecer o seguinte:

Contrariando aquilo que foi escrito, não estou sob investigação pelo Ministério Público. O jornalista, induzido a erro pela fonte, não se deu ao trabalho de verificar que, nas duas ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público Estadual, uma na Comarca de Taubaté e a outra na de Pindamonhangaba, para apurar atos de improbidade consistentes em fraudes na merenda, não fui incluído como réu. As ações são públicas e de fácil consulta no "site" do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Também, ao contrario do que foi levianamente afirmado na matéria do jornalista Irani Lima, nunca trabalhei para a EB Alimentacao ou para a Sistal, empresas que prestaram o serviço de terceirização de merenda escolar no Município de Taubaté.

Nunca fui registrado na empresa Verdurama, fornecedora do mesmo serviço no Município de Pindamonhangaba. No caso de Pindamonhangaba, fui arrolado com TESTEMUNHA da terceirização da merenda.

Ao que parece a intenção é a de fazer alguma triangulação de modo a vincular negativamente meu nome, o do Ortiz Junior e das empresas que forneciam merenda na região. No entanto nunca tive, em toda a minha vida, qualquer tipo de relação com as empresas que forneciam merenda em Taubaté na época da gestão do Prefeito Bernardo Ortiz.

A fonte do jornalista aparentemente foi o Sr. Rodrigo Andrade, apelidado de "Rolha". Deve possuir uma relação estreita com o Sr. Irani Lima, pois, pelo que sei, o filho do jornalista é funcionário do gabinete do Dep. Padre Afonso Lobato, contratado por indicação do próprio Rolha, e sabidamente adversário político do Sr. Ortiz Junior.

Rodrigo Rolha estava presente no Restaurante Frango Assado, no mesmo dia e no mesmo horário em que as imagens foram feitas, fato este acompanhado por testemunhas.

Após sentar-me para tomar café, no Restaurante Frango Assado, eu e as outras pessoas que estavam à mesa vimos o chefe de gabinete do Dep. Padre Afonso escondendo-se entre as folhagens para registrar, com o uso de celular, nosso encontro, casual, diga-se de passagem, que teve duração de um curtíssimo período, e não como querem direcionar, como se fosse uma reunião agendada para a discussão de assuntos escusos.

Rolha gravou e quase imediatamente o vídeo foi postado no youtube com um outro nome, sendo impossível que outra pessoa o tivesse feito. Depois aparentemente passou informações inverídicas ao jornalista que elaborou a matéria, sendo que este último nem ao menos checou o conteúdo, utilizando-se de argumentos sensacionalistas. O intuito parece claro, qual seja denegrir minha imagem para atacar possíveis adversários políticos nas eleições do próximo ano. Considerei todo o ocorrido como sendo um ato covarde do chefe de gabinete do Dep. Padre Afonso Lobato. Resta saber se a mando desse seu superior.

Acrescento que sempre tive uma relação muito próxima com o Deputado Padre Afonso Lobato. Depois desse episódio, enxerguei-me no direito de considerar que ao Padre e a seus assessores vale tudo para denegrir a imagem das pessoas e atacá-las.

Minha relação com o Dep. Padre Afonso é tão próxima que neste ano o encontrei várias vezes, em diversos lugares diferentes, até mesmo dentro da minha casa, na companhia da minha família, tudo a ser confirmado por testemunhas.

Encontrei-o a primeira vez no mês de março do corrente ano, no restaurante do posto de gasolina da Rodovia Ayrton Senna, sentido interior. Nessa ocasião o Padre me pediu, já desesperado, pois sequer marcamos esse encontro, que eu lhe arrumasse R$ 8.000,00 para pagar o programa de televisão que seria levado ao ar pelo PV, na televisão, por aqueles dias. Dei-lhe, no restaurante do posto, em cheque pessoal, o dinheiro que ele me pediu. Nunca soube se pagou mesmo a TV. Já pedi informações ao gerente de minha conta sobre o saque desse dinheiro.

Na segunda vez que o encontrei, em junho desse ano, tomamos um café na casa do pão de queijo, da Avenida Faria Lima, em São Paulo, na altura do numero 3.015. O Padre me ligou porque queria conversar comigo com urgência. Levei comigo o Dr. Eduardo, advogado. O Padre estava acompanhado do Rodrigo "Rolha". Na conversa, o Padre me pedia para encontrar possíveis investidores para sua campanha do ano que vem, INCLUSIVE EMPRESAS DE MERENDA ESCOLAR. O Padre estava tão excitado com uma pesquisa eleitoral que o colocava na frente na disputa para Prefeito que queria começar a arrecadar desde já.

Afirmou, categoricamente, para mim e para o Dr. Eduardo, que já tinha o apoio do PMDB de Taubaté, pois tinha fechado um acordo com o ex-deputado Ary Kara e com o Prefeito Roberto Peixoto. Segundo ele, o Peixoto não apareceria na campanha de televisão, mas daria o apoio do tempo de televisão. Em troca, o Padre manteria algumas pessoas diretamente ligadas ao Prefeito na sua administração. O acordo teria sido selado em São Paulo, na Assembleia Legislativa.

Encontramo-nos novamente em julho passado, no escritório do Deputado em Taubaté, na Avenida JK. Nessa conversa, perguntou se eu tinha avaliado a possibilidade de ajuda-lo na campanha. Disse-lhe que era cedo ainda. Ele rearfimou que venceria as eleições pois tinha o apoio do PMDB.

Acrescento, ainda, que no ano passado, 2010, ajudei-o financeiramente a pagar pesquisas eleitorais e alguns restos de campanha menores que totalizaram R$ 10.000,00. Esse recurso foi sempre entregue em espécie, na mão do próprio Dep. Padre Afonso Lobato. Tenho testemunhas dos saques e da entrega do dinheiro. Dessas ajudas decorreram a intimidade do Padre comigo para sempre me pedir dinheiro para suas campanhas. Na maioria das vezes o ajudei.

Na ultima vez que encontrei o Deputado, ofereci a ele um café da manha na minha casa, em agosto desse ano. Ele me pediu para que convidasse o Ortiz para que ele tentasse convencê-lo de que venceria a eleição no primeiro turno caso se unissem. O Padre me confidenciou que o acordo com o Peixoto vinha trazendo a ele algumas criticas e que valia a pena ter outras cartas na manga. Minha família testemunhou esse café da manha, na minha casa.

Ainda, o Padre Afonso esteve hospedado em minha casa em Caraguatatuba, em uma oportunidade, no ano de 2009, e em duas oportunidades em 2010. Ele dormiu em minha casa após celebrar missas e fazer reuniões políticas no litoral. Nessas três ocasiões ele me pediu para ceder a casa para ele e mais duas pessoas passarem a noite para descansarem após compromissos com apoiadores. Cedi prontamente. Lá residem meus familiares e eles testemunharam a estada no Padre em casa. Pela lógica do Sr. Irani, tudo isso deveria ser muito mais suspeito do que um simples café.

Também fui convidado e participei de churrascos na casa do Rodrigo Rolha, no Residencial Taubaté Village. Lá estavam todos os assessores do Padre que pertencem à família do Rolha. Inclusive Rodrigo Rolha e a esposa Andreia, a cunhada Marcia e o marido Marcão, a sogra e o sogro, totalizam as seis pessoas da mesma família empregada na Assembleia Legislativa. Pelo que sei a mesma família recebe dos cofres públicos aproximadamente MEIO MILHÃO DE REAIS por ano em salários e gratificações. A mesma família recebe dinheiro público dos impostos pagos pelos cidadãos, ao longo de uma legislatura de deputado, cerca de R$ 2.000.000,00. Isso mesmo! Dois milhões de reais. As informações estão disponíveis a qualquer interessado na Assembleia Legislativa de São Paulo. Não seria esse um escândalo de nepotismo, a ser objeto de investigação pelo Sr. Irani Lima?

Caso o jornalista Irani Lima queira, embora imagino que vai se fazer de surdo, posso disponibilizar cópias dos cheques de minha conta pessoal entregues na mão do Deputado Padre Afonso Lobato para pagar os programas de TV em que ele aparece no primeiro semestre de 2011. Também posso disponibilizar os telefones das testemunhas dos vários encontros que tive com o Deputado Padre Afonso, bem como colocar a sua disposição minhas contas telefônicas com as ligações feitas pelo celular pessoal do Padre ao meu número, nessas ocasiões que relatei, e em outras várias para demonstrar nossa proximidade.

Se meu café, na sexta-feira passada, foi considerado suspeito pelo jornalista aparentemente a serviço da estrutura do Padre, o que esse mesmo jornalista vai afirmar agora depois de saber das várias vezes em que dei dinheiro meu, pessoal, para ajudar o Padre Afonso a pagar despesas políticas? E dos muitos encontros que tivemos em vários locais públicos?

A suposta conduta do chefe de gabinete do Padre Afonso, que o representa, de agredir sem provas, de tentar denegrir a imagem de um futuro adversário político sem levar em conta que com isso está atacando uma pessoa que sempre lhes estendeu a mão e sempre lhes apoiou financeiramente, traduz-se na baixaria com que eles vão conduzir o processo eleitoral em 2012. Parece que aos assessores do Padre vale tudo para mentir, destruir e difamar. Até cuspir no prato em que se fartaram até poucos dias atrás.

Taubaté, 22 de outubro de 2011.

DJALMA SANTOS

O prefeito cassado Ortiz Junior e o empresário Djalma Santos, como prova o texto acima, são velhos conhecidos.

Por que Ortiz “Iscariotes” Junior nega a relação de amizade? Medo de ficar indefeso?