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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PERGUNTA CAPCIOSA,
SENTIMENTO PERIGOSO

Fabrício Peres, professor

Entre hoje (quarta-feira) e ontem (terça-feira) escutei pessoas indagarem: será que o caso Júnior acabará como o do Peixoto, em Pizza? Fica difícil analisar a exata razão dessa pergunta, pois ela pode ser feita com diferentes intenções por diferentes pessoas.

Algumas pessoas, descrentes com relação à justiça e mal informados sobre o poder do “Vox Populi”, acreditam que o novo caso de cassação não vai dar em nada por ineficiência e subordinação da justiça aos outros poderes, além de não reconhecerem nelas mesmas o poder da mudança, da mobilização e da pressão direcionada aos representantes dos poderes públicos, inclusive do judiciário.

Outras, intencionalmente, jogam a pergunta com intuito de propagar a descrença, a desmotivação, a aceitação de que tudo sempre fica como está e de que devemos nos contentar com aquilo que “não pode se mudado”.

Não podemos confundir os casos, não podemos nos entregar à desesperança, como já disse Bertolt Brecht, “Nada deve parecer impossível de mudar”.

Todos, enquanto cidadãos, temos o direito a um governo melhor e o dever de por isso lutar.

Neste momento precisamos de mais do que fé, precisamos também dela, mas acima de tudo, de força e convicção.