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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A CORAGEM DA ADVOGADA

A advogada taubateana Gladiwa Ribeiro foi chefe de gabinete de Bernardo Ortiz, o pai, na FDE. Testemunha ocular da participação de Ortiz Junior em possíveis negociatas com empresários, a corajosa advogada poderá jogar luz sobre a atuação do prefeito cassado nos bastidores do órgão estadual.

Gladiwa Ribeiro e Chico Oiring momentos antes do programa Cidade Alerta, da TV Cidade, em 12 de abril deste ano
Esta noite, às 19 horas, na TV Cidade, Chico Oiring entrevista a destemida Gladiwa Ribeiro, ex-secretária do diretório municipal do PSDB. Entre outras coisas, a corajosa advogada poderá falar do relacionamento de amizade que mantinha com Ortiz Junior e o porquê  do rompimento. com o tucano.

Na condição de chefe de gabinete de Bernardo Ortiz, foi Gladiwa Ribeiro quem recebeu a primeira queixa formulada pelo advogado Eduardo Bello Visentin da possível formação de cartel entre empresas fornecedoras de mochilas escolares para fraudar a licitação que se realizaria na FDE para a aquisição de R$ 40 milhões em material escolar.

A advogada taubateana recebeu ordem de Bernardo Ortiz para “engavetar” a queixa-denúncia. Este poderá ser um dos (muitos) temas do programa desta noite. Há outros, com certeza.

Afastada da FDE por motivo de saúde, seu nome foi usado na campanha eleitoral por Ortiz Junior que, para se safar das denúncias de corrupção que pesavam (e ainda pensam) sobre seus ombros, afirmou que ela fora demitida da FDE por “ato de corrupção”.

No momento, além do processo por improbidade administrativa que responde na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Ortiz Junior está sendo processado pela advogada Gladiwa Ribeiro na 3ª Vara Cível de Taubaté por dano moral – processo 475/2013.

O prefeito cassado responde a outro processo movido pela advogada taubateana. Ortiz Junior responde por calúnia, injúria e difamação na 6ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça. O processo 0034853-84.2013.8.26.0000 tramita na Capital porque Ortiz Junior, mesmos cassado pela Justiça Eleitoral, continua prefeito.

Assistam ao programa para saber um pouco mais dos porões da nossa “corrupté” – termo que tomo emprestado do jornalista Jonathan Teixeira, do Matéria Prima, para ilustrar essa matéria.

AREIA MOVEDIÇA

Os Ortizes, pai e filho, chafurdam em areia movediça. 

Quanto mais abrem a bico tucano mais se contradizem.

Por exemplo: ao falar em nepotismo que teria sido praticado por Gladiwa Ribeiro na FDE na contratação de seu marido, o também advogado Norberto Ribeiro. o fato teria provocado sua emissão. O Goebbels taubateano age da mesma forma há 30 anos. Mentira atrás de mentira.

Documentos, com timbre da FDE, comprovam a desfaçatez do prefeito cassado. Seu pai, Bernardo Ortiz, em resposta a inquérito do Ministério Público da Capital, que apurava de favorecimento é didático:

Bernardo Ortiz afirma, com todas as letras, que o advogado Norberto Ribeiro recebia R$ 4 mil mensais. Foi o próprio Orftiz que o contratou e aumentou, posteriormente, o salário do advogado, conforme cópia dos documentos abaixo.

Por óbvio, é fácil entender que contratações, demissões e reajustes salariais são atribuições do presidente da FDE, dirigida na época por Bernardo Ortiz, afastado do cargo por ordem da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital e demitido pelo governador Geraldo Alckmin antes de completar o período de suspensão imposto pela Justiça.

Veja também as ordens de serviço escritas de próprio punho pelo ex-prefeito taubateano. Todas rubricadas pelo "venerável" ancião.