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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ORTIZ JR CONTINUA EM PERIGO,
E PODE SER CASSADO PELA 2ª VEZ

Repousa sobre a mesa do juiz Paulo Galízia, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) favorável ao mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de Taubaté contra decisão da Justiça Eleitoral (JE) de extinguir ação de investigação sobre possível lavagem de dinheiro na campanha do prefeito cassado Ortiz Junior.

A AIJE 952-92.2012.6.26.0141, ajuizada pelo MPE em 10 de dezembro do ano passado, foi extinta pela Dra. Sueli Zerak em abril deste ano (leia aquil) sob a alegação que havia litispendência entre esta ação e a anterior (AIJE nº 587-38.2012.6.26.014) – mesma causa de pedir e mesmos ligantes.

O MPE ajuizou dois mandados de segurança contra as decisões da Justiça Eleitoral de Taubaté. Em junho, o TRE decidiu que a ação protocolada em outubro do ano passado deveria ser julgada em primeira instância. O resultado é conhecido de todos: Ortiz Junior foi cassado pela Justiça Eleitoral.

FOGUETÁRIO

Boatos espalhados via Facebook na semana passada davam conta que havia parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) favorável à Ortiz Junior. Tudo não passou de boato. O recurso do tucano contra sua cassação ainda aguarda parecer da Procuradoria Regional Eleitoral.

O que o batalhão de advogados de Ortiz Junior está fazendo é ganhar tempo para protelar o máximo possível o julgamento do mancado de segurança do MPE. É um recuso jurídico muito usado quando os advogados reconhecem que a situação do réu é desesperadora.

A euforia tucana tem a duração do voo da galinha. São apenas boatos para tentar minar a esperança de quem quer ver Taubaté livre da hipocrisia e da máfia que toma conta dos altos escalões governamentais dessa urbe quase quatrocentona.

A troca de telefonemas frenética entre tucanos cortou o início da noite de sexta-feira, para se regozijarem com a falsa notícia. A verdade é outra: Ortiz Junior deverá ser julgado em Taubaté pelo crime de possível lavagem de dinheiro para sua milionária campanha eleitoral.

O Tribunal Regional Eleitoral deve julgar no próximo dia 24 de setembro o mandado de segurança impetrado pelo MPE que pede o julgamento da ação sobre possível lavagem de dinheiro praticada pelo tucano eleito e, agora, cassado,

Ou seja, a litispendência alegada pela Dra. Sueli Zeraik para extinguir  a AIJE 952-92.2012.6.26.0141 não deverá prosperar e novo julgamento será em Taubaté para que, futuramento, os advogados do réu não aleguem que não houve julgamento em primeira instância.

Em outras palavras, Ortiz Junior pode ser cassado pela segunda vez em primeira instância.