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terça-feira, 24 de setembro de 2013

SINDICATO DÉBIL FAVORECE TUCANO,
EM PREJUÍZO DO SERVIDOR PÚBLICO

Os seis mil funcionários municipais de Taubaté aguardam, com ansiedade, o anúncio, prometido e não cumprido pelo prefeito cassado, sobre o reajuste salarial da categoria, que deveria ser pago em maio e, incrivelmente, está atraso há quase quatro meses. Isto nunca aconteceu antes na história de Taubaté.

Preocupado com sua cassação em primeira instância, que deverá ser confirmada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), quando seu recurso for julgado, Ortiz Junior conseguiu desmantelar em apenas oito meses de governo a aura de grande administrador, capaz de resolver todos os problemas de Taubaté, montada a peso de ouro por seus marqueteiros durante a campanha eleitoral.

O tucano é ardiloso. Cooptou pelo menos nove vereadores que compõe sua base de governo, bem como tem sob seu comando um sindicato débil, envergonhado, que aceitou migalhas no acordo com uma empresa de assistência médica em troca de seu silêncio. Uma pena! O pai do atual presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Taubaté foi meu colega de rádio. Augusto César Guará foi um profissional correto, com quem tive o imenso prazer de trabalhar há 40 anos, na Rádio Difusora de Taubaté, mas esta é outra história.

A vereadora Pollyana Gama (PPS), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Turismo da Câmara de Taubaté, cobra veementemente transparência e agilidade da Prefeitura e do Sindicato da categoria no processo de negociação da revisão salarial dos funcionários. Ortiz Junior, que tentou governar com o chicote nas mãos, demitindo e ameaçando servidores municipais, como sua secretária de Saúde fez com os da saúde, está desmoralizado e com ele se desmoraliza a presidência do sindicato dos servidores.

Em vídeo publicado na manhã desta terça-feira, (24/09), a vereadora demonstra indignação com a condução das tratativas e exige respeito com os cerca de 6 mil servidores que aguardam ansiosamente pela revisão.

Segundo reportagem do jornal “Gazeta de Taubaté”, “o principal impasse para o acordo é a insistência do governo tucano em conceder parte do reajuste em forma de abono”, o que não é incorporado ao salário dos funcionários. O dissídio da categoria é em maio.

“Base de cálculo tem. Está parecendo um jogo de empurra-empurra. Sou funcionária pública afastada sem remuneração para exercer o mandato de vereadora e, como parlamentar, exijo respeito com essas pessoas que servem a população de Taubaté e que precisam de um resultado imediato”, afirmou.

Estudo - Em maio, Pollyana apresentou à Prefeitura – como faz anualmente – a base de cálculo com a defasagem salarial dos servidores e dos professores da rede municipal. Com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), as perdas chegam a 4,88% (relativo a 2012) e 7,16% (relativo a 2013).

No caso dos professores, as perdas são ainda maiores e chegam à casa dos 47% considerando o INPC e a Lei Nacional do Piso. Se considerar apenas o INPC, o reajuste mínimo a ser aplicado seria de 19,41%.

Aqui, o vídeo no qual Pollyana fala grosso com Ortiz Junior e o sindicato dos servidores.