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terça-feira, 22 de outubro de 2013

POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA
"CAIXA 2" DE ORTIZ JUNIOR

A denúncia de provável utilização de “caixa dois” na campanha eleitoral do tucano Ortiz Junior, feita pelo MPE no final do ano passado, ganha novos rumos com a entrada da Polícia Federal no caso.

Pelo menos dois “doadores” da milionária campanha do prefeito eleito e, posteriormente, cassado pela Justiça Eleitoral, integrantes da lista de Chico ao MP em maio deste ano já teriam sido ouvidos pela Polícia Federal.

São eles:

Vicente de Souza Bastos, que teria trabalhado durante 16 meses na campanha do tucano e assinado três recibos de pagamento salarial: R$ 414,00, R$ 690,00 e R$ 690,00.

Décio de Almeida, mesmo tempo trabalhado e mesmos valores de recibos assinados.

A lista é imensa. Poderão ser chamados para depor os principais “comandantes” da campanha como Edsson Quirino dos Santos – Chacrinha -  e sua esposa Juliana Ferreira, além de Erich Giovanni Batista Leite (presidente do diretório do DEM), e até quem ocupa cargo de confiança na atual administração.

Há também a parentada do tucano: a cunhada Patrícia Maria de Carvalho Faria Ortiz Monteiro, o sogro, Paulo Ribeiro Perrota Junior, o primo Marcus Vinicius Ortiz Querido, o pai José Bernardo Ortiz, a mãe Jandyra Emilia de Souza Ortiz e ouros menos votados.

Com a entrada da Polícia Federal em cena, um processo por lavagem de dinheiro será pregado na testa do tucano taubateano.

Como os funcionários da FDE, que não participaram da campanha por trabalharem na Capital, explicarão os depósitos de R$ 9 mil que fizeram para Ortiz Junior na quantia exata para fugir da fiscalização do Banco Central?

O próprio tucano, quando for chamado para depor, terá que explicar como tanta gente doou e recebeu os mesmos valores de sua campanha. Chico Oiring é a cereja do bolo e deverá ser chamado por último.

A Polícia Federal entrou no caso a pedido do promotor público Silvio Marques, o mesmo que pediu a reabertura do processo criminal contra o prefeito embusteiro, a partir do depoimento do engenheiro Francisco Oiring, que revelou boa parte da origem suspeita do dinheiro que bancou a mais milionária campanha eleitoral jamais vista pelos eleitores taubateanos.