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terça-feira, 5 de novembro de 2013

CATÃO QUER SER PREFEITO DE TAUBATÉ?

O vereador desnecessário pretenderia ser prefeito de Taubaté? É possível que sim. Por que motivo o catão da Vila São Geraldo tenta se aproximar de quem o rejeita? Seria apenas o desejo de dirigir esta urbe quase quatrocentona por parcos dois meses caso o prefeito embusteiro tenha confirmada a cassação de seu mandato pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE)?

Estamos diante de dois políticos ardilosos. Um precisa do outro. Ortiz Junior precisa de Joffre Neto para realizar seu grande desejo: entregar a saúde pública nas mãos de “parceiros”, que ganharão rios de dinheiro à custa do infeliz taubateano que acreditou em suas promessas eleitorais. Joffre Neto precisa de Ortiz Junior para se eleger presidente da Câmara Municipal de Taubaté e, quem sabe, tornar-se prefeito de Taubaté. Não há confiança enre as partes. Um sabe o desejo do outro.

Com a arrogância que lhe é peculiar, o catão da Vila São Geraldo se apresentou na reunião do Conselho Municipal de Saúde (Comus) como representante do prefeito-cassado Ortiz Junior. A intenção era clara: fazer-se útil para o embusteiro. O vereador desnecessário, ao lado do médico João Ebran, secretário municipal de Saúde, e de Diego Ortiz, irmão do prefeito, em franca campanha para deputado estadual, pressionou os 14 conselheiros do Comus, oito dos quais mudaram seus votos. Eram contrários à terceirização. Não são mais.

Joffre Neto fez com o Comus o que execrava quando o ex-prefeito Roberto Peixoto exercia pressão sobre os conselheiros da entidade. O vereador desnecessário mostra que não tem nenhum compromisso com a saúde pública municipal. Uniu-se a Ortiz Junior, a quem disse representar na reunião mensal do Comus, para demover conselheiros que haviam assinado parecer contra a “parceria” pretendida pela atual administração.

A gloriosa trajetória política do catão da Vila São Geraldo começou com a Transparência Taubaté. Grande parte dos membros do grupo social hoje abominam o antigo líder e suas ardilosidades. No dia seguinte à reunião do Comus, o vereador desnecessário reuniu-se com Ortiz Junior e foram, ambos, visitar o Pronto Socorro Municipal para “garantir” que não haverá demissões em caso de terceirização da saúde pública em Taubaté.

Joffre Neto olha para o futuro que lhe interessa. A notícia de mais um prefeito cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve ter feito seus olhos miúdos brilharem de contentamento. Por isso o desejo de se eleger presidente da Câmara Municipal de Taubaté. O próximo presidente do legislativo taubateano pode ser, eventualmente, prefeito desta urbe quase quatrocentona.

Para o ego do catão da Vila São Geraldo, “prefeitar” em Taubaté, mesmo que por parcos dois meses não tem preço.

ABAIXO, INFORMAÇÃO DO SÍTIO DO TRE SOBRE A CASSAÇÃO DO PREFEITO DE MIRANTE DO PARANAPANEMA:

Na sessão dessa terça-feira (29), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou o diploma do prefeito de Mirante do Paranapanema, Carlos Alberto Vieira (PTB), e de seu vice, Edmilson Moura de Aquino (DEM). Pela decisão, além da perda dos mandatos, ambos ficam inelegíveis por oito anos.

Foi necessário o voto de desempate do presidente Alceu Penteado Navarro, já que três juízes da Corte decidiram pela cassação e outros três pela manutenção da sentença de 1º grau, que havia julgado improcedente o pedido de apenação dos candidatos eleitos.

Segundo a decisão, houve abuso de poder econômico consistente na distribuição gratuita de combustível a centenas de munícipes em troca de apoio político aos dois candidatos. Além disso, foi rejeitada a alegação de que os veículos foram abastecidos unicamente para que pudessem participar de carreata em favor de Vieira e Aquino. Para o relator, desembargador Mathias Coltro, "nota-se a gravidade do ato abusivo praticado, isto é, distribuir combustível em grande quantidade em período eleitoral a fim de trazer dividendos políticos a determinada candidatura, com grande influência no eleitorado, visto que a distribuição se deu nas proximidades do pleito".

Além das penas impostas aos candidatos eleitos, foi declarada a inelegibilidade do presidente municipal do PMDB, José Carlos Denadai, proprietário do "Posto do Meio", empresa utilizada como meio para prática do ato ilícito.

Mirante do Paranapanema tem 14.434 eleitores aptos e fica na região oeste do Estado. Vieira e Aquino foram eleitos no município com 5.999 votos (55,13% dos votos válidos).

Da decisão, cabe recurso ao TSE. Processo nº17777.