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terça-feira, 19 de novembro de 2013

SUSPENSÃO DE ABONO A SERVIDOR
TEM CHEIRO DE GOLPE PALACIANO

A “notícia” pegou os servidores públicos municipais de surpresa. Poderia, se ainda fosse policial, usar jargões como “pegou a todos cagando”, o mesmo que surpreender o bandido com a calça nas mãos, isto é, ele não tem como fugir de seu destino.

Desculpem-me o uso de termos chulos, mas não encontro palavras minimamente educadas para expressar a indignação que, por certo, é de milhares de servidores públicos municipais que contavam com um mísero abono de R$ 250,00 este mês e outros R$ 250,00 em janeiro.

A suspensão do abono foi gostosamente recebida pelo prefeito cassado Ortiz Junior, que mal recebeu o comunicado do Ministério Público e prontamente suspendeu o pagamento do abono.

Com a medida, Ortiz Junior, o prefeito embusteiro desta urbe quase quatrocentona, prestes a ser defenestrado de seu cargo pela Justiça Eleitoral, aplica um “golpe de mestre” no pobre funcionalismo público taubateano, negando-lhes um abono que jamais irá cobrir o prejuízo que a classe trabalhadora terá com a falta de reajuste salarial.

Ao mesmo tempo, Ortiz Junior tenta empurrar para as costas de novas lideranças o peso de uma decisão urdida, quem sabe, nos porões do Palácio do Bom Conselho, com o apoio de funcionário que contestam, na Justiça, o abono salarial e de emissoras de rádio que “sugerem” que a culpa é de quem lidera o movimento.

Refiro-me, especificamente, ao vereador Alexandre Villela (PMDB), que comanda um programa de grande audiência na Rádio Metropolitana, que já foi multada pela Justiça Eleitoral por antecipar a campanha de Ortiz Junior, como parte da farsa eleitoral perpetrada em 2012 em Taubaté. 

Não foram Fabrício Peres nem Cleber Fulgêncio Victuriano os autores do pedido de suspensão do abono. Ambos têm consciência que o valor (R$ 500,00) é pequeno, mas que faria grande diferença no salário de quem ganha menos de R$ 1.500,00 mensais da Prefeitura.

Por que o Ministério Público não cobra do prefeito o reajuste anual que ele deve à categoria dos servidores públicos municipais? Por que sugerir a suspensão de um abono que tornaria menos sofrida a vida de milhares de trabalhadores? Salário é direito do trabalhador, que ETA sendo vilipendiado em sua dignidade.