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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O QUE RESTOU DE 2013?

No futuro, quando fizermos um balanço histórico do que foi o primeiro ano de governo de José Bernardo Ortiz Monteiro Junior (PSDB), aqui chamado de futuro ex-prefeito, pois deverá perder o recurso que interpôs contra sua cassacão pela JE de Taubaté, ele será trágico.

A tragédia começou com sua eleição em 2012, no segundo turno da eleição municipal, quando seu nome foi sufragado nas urnas por quase cem mil taubateanos, que acreditaram nas promessas de campanha do aprendiz de caudilho.

O competente repórter Julio Codazzi, de O Vale e Gazeta de Taubaté, fez um balanço do que foi prometido em campanha, o que está em andamento e o que foi efetivamente cumprido, ou seja, parcos 3%.

Abaixo, a tabela de promessas e realizações do governo tucano em Taubaté, elaborada pelo O Vale, relativa a 2013.

Arte extraída do jornal O Vale mostra, em números, o pífio governo tucano em Taubaté.

Os números não mentem.

Vivemos sob um governo embusteiro, que sonega reajuste salarial aos funcionários municipais, que demite, pressiona e amedronta quem ouse contestar sua forma caudilhesca de administrar.

Ortiz Junior atravessou 2013 frequentando tribunais, ora para se defender, ora para pedir punição aos seus críticos.

Sou um dos críticos de Ortiz Junior que está endo processado criminalmente pelo futuro ex-prefeito por tê-lo chamado de poste. Oh! Suprema ofensa à honra alheia. Para quem quiser, o tal processo tem o número 1481/12 (625.01.2012.015780-0/000000-000) e tramita na 3ª Vara Criminal de Taubaté.

Pesa sobre os ombros do tucano o processo 0045527-93-2012.8.26.0053, em trâmite na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que investiga a possível participação do futuro ex-prefeito de Taubaté e de seu pai, José Bernardo Ortiz, na formação de cartel de empresas para fraudar licitação da FDE e fornecer R$ 40 milhões em mochilas para o órgão.

Ortiz Junior sofreu derrotas acachapantes na Justiça Eleitoral. Em Taubaté, o tucano foi cassado por abuso de poder político e econômico na eleição de 2012. O tucano recorreu da sentença condenatória, que cassa seu mandato e o torna inelegível.

O pior para o aprendiz de caudilho aconteceu na última sessão de julgamento do TRE paulista, dia 20 de dezembro:

A Procuradoria Regional Eleitoral, ao analisar recurso do MPE de Taubaté contra a decisão da Dra Sueli Zeraik de não incluir o velho caudilho no polo passivo da AIJE nº 587-38.2012.6.26.0141 produziu parecer em que aceita o recurso interposto e manda incluir José Bernardo Ortiz como réu na ação eleitoral, tal qual seu filho.

Há ainda a reabertura da AIJE nº 952-92.2012.6.26.0141, determinada pelo TRE, que foi arquivada sem julgamento pela Dra. Sueli Zeraik, a qual apura captação ilícita de recursos para a campanha eleitoral tucana, a popular “lavagem de dinheiro”.

O engenheiro Chico Oiring, autor de explosivo depoimento ao Ministério Público, está pronto para repetir em Taubaté o que disse aos promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), na Capital paulista.

O aguardado depoimento da testemunha deve acontecer nos próximos 90 dias, quando a audiência de instrução for realizada. Todos os recursos do tucano para barrar a reabertura do processo foram infrutíferos. Agora não tem remédio. A Dra Sueli Zeraik pode cassar Ortiz Junior pela segunda vez.

Para completar o quadro caótico da política taubateana, basta lembrar que a bancada governista na Câmara Municipal, sustentada durante a milionária campanha eleitoral, está se fragmentando.

Pelo número de releases divulgados pela assessoria de comunicação da Câmara Municipal, principalmente contra o sistema de saúde municipal, é possível sabe que o desgaste de Ortiz Junior é mais amplo do que parece.

A eleição do vereador Carlos Peixoto (PMDB) para presidir a Câmara Municipal em 2014 é uma pequena mostra do que espera o aprendiz de caudilho o ano que vem. Aliás, começou neste final de ano, quando sua intenção de reajustar abusivamente o IPTU taubateano foi nocauteada pelos vereadores.

Se 2013 foi de agrura para o pacato cidadão taubateano, 2014 promete ficar marcado na história política desta urbe quase quatrocentona com a realização de novas eleições municipais.

Caso elas se realizem, Pollyana Gama (PPS) e Salvador Khuriyeh (PT) surgem naturalmente como dois nomes no horizonte para aliviar nossas dores pelas más escolhas que fizermos nas últimas três eleições para prefeito de Taubaté.

Ótimo final de ano a todos e que, finalmente, em 2014, a história política e administrativa de Taubaté mude definitivamente de rumo.

É o que desejamos!

Feliz 2014  a todos!