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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

RESUMO DA HISTÓRIA SE TAUBATÉ

Pesquisa do jornalista e escritor Camões Filho

O nascimento

A emoção pelo nascimento de uma criança é algo incomparável. Indescritível. Depois de nove meses, o momento mágico, ansiosamente aguardado. O primeiro choro do bebê, anunciando o renovar constante do ciclo da vida.

Em Taubaté nascem, a cada dia, uma média de oito crianças. Oito novos taubateanos, que logo estarão frequentando nossas creches, nossas escolas, colaborando para o desenvolvimento desta cidade que, como diz o lema da bandeira paulista, nasceu para conduzir, não ser conduzido.

Taubaté, que neste dia 5 de dezembro de 2013 comemora 368 anos, é uma cidade fadada, desde a sua fundação, a ser grande e importante. Em seus quase quatro séculos de existência, esteve presente em todos os principais ciclos econômicos, políticos e sociais da Nação brasileira.

De Taubaté saíram os bandeirantes que ajudariam a alargar as nossas fronteiras, fundando dezenas de novas cidades.

Esta é a Taubaté, cantada nos versos de nosso Hino, escritos pelo poeta Péricles Nogueira Santos, sempre em marcha nas asas da história, implantando fronteiras nos mapas.

O passado e o presente formam um equilíbrio harmonioso, que no dizer da historiadora Maria Morgado de Abreu, tornam Taubaté uma cidade alegre, sem austeridade, com o aspecto acolhedor  das velhas cidades que têm muito a contar.

Vamos rememorar um pouco do passado e do presente de Taubaté, que moldam o alicerce da certeza de um futuro brilhante para a cidade e sua gente, com crescimento sustentado e qualidade de vida.

Esta é a nossa Taubaté, que se renova e se agiganta nos seus 368 anos de história e de progresso, graças a uma plêiade de grandes taubateanos, de nascimento ou de adoção, que fizeram da cidade um lugar cada vez melhor para se viver.

A cidade de Taubaté está fincada no coração do Estado de São Paulo, no Médio Vale do Paraíba, contando com uma excepcional localização geográfica, entre as duas principais cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, entre as serras do Mar e da Mantiqueira. Estamos próximos aos grandes centros turísticos, tendo o privilégio de um lado contarmos com as deslumbrantes praias do Litoral Norte e, de outro, o aconchego das cidades serranas da Mantiqueira.

Na confluência das rodovias Presidente Dutra e Carvalho Pinto, está a esquina mais valorizada do Brasil. Ali, em um novo e moderno parque industrial, onde se destaca a LG Eletronics, uma das maiores e mais importantes indústrias do Vale do Paraíba, Taubaté se agiganta.

Em Taubaté fabrica-se de tudo, de celulares a automóveis, com o mais avançado da tecnologia e a garra e determinação de nossos trabalhadores, que encontram sólida formação em nossas escolas, sejam as profissionalizantes, como o Senai, até a nível universitário, através dos inúmeros cursos oferecidos pela nossa Universidade, a Unitau, autarquia municipal de regime especial e orgulho do povo de Taubaté.

Taubaté teve nas últimas décadas um desenvolvimento surpreendente. Assim, Taubaté orgulha-se de ser uma cidade em franca expansão, sem os problemas inerentes àqueles municípios que cresceram de forma desordenada. Taubaté não possui favelas nem grandes problemas sociais.

De povoado a vila

A historiadora Maria Morgado de Abreu lembra que nos fins do século XVI e início do século XVII, o povoamento paulista, que se limitara ao litoral e ao planalto de Paraitinga, começou a expandir-se pelos vales dos rios Tietê e Paraíba.

Entre os primeiros desbravadores e povoadores do Vale do Paraíba, que fazia parte da Capitania de Itanhaém, cuja donatária era a Condessa de Vimieiro, destacou-se Jacques Félix, que era um abastado morador da Vila de São Paulo e que exercera importantes cargos públicos, como Oficial da Câmara e Procurador do Conselho.

Por ordem da Condessa de Vimieiro, intensificou-se o povoamento oficial das terras e sertões do Paraíba, com distribuição de registro e posse de sesmarias.

As primeiras concessões de terras datam de 1628, feitas em nome de Jacques Félix e de seus filhos Domingos Dias Félix e Belchior Félix.

Posteriormente Jacques Félix recebeu do Governador da Capitania de Itanhaém, Francisco da Rocha, a provisão de 20 de janeiro de 1636, autorizando-o a penetrar os sertões de Taubaté, a fim de descobrir minas, pacificar os índios e demarcar as terras da Condessa de Vimieiro, Dona Mariana de Souza da Guerra, cujos limites até então eram desconhecidos, como consta da obra do historiador Félix Guisard Filho.

Impulsionado pelo seu espírito aventureiro e realizador, escreveu Paes Leme, Jacques Félix deslocou-se para a região com sua família, grande número de índios de sua administração, muito gado e cavalos.

Dá, então, início a um povoado, onde já existira uma aldeia de índios Guaianazes, aproveitando uma légua de terra para rocio da vila, concedida pela donatária por provisão de 30 de junho de 1939.

A futura vila foi traçada onde hoje se encontra a parte central de Taubaté, entre os córregos do Convento Velho e um pequeno afluente, de nome Sagüiru.

Juntamente com os índios do lugar e com os novos moradores, que afluíam para a nova povoação, o capitão-mór Jacques Félix construiu a Igreja Matriz, de taipa de pilão, levantou a Cadeia e uma casa de sobrado, para sede do Conselho. Fez moinhos de trigo e engenho de açúcar.

O historiador Gilberto Martins explica que a cidade de Taubaté surgiu de forma planejada, com o traçado de todas as ruas que circundavam a Igreja Matriz, nossa atual Catedral de São Francisco das Chagas, o padroeiro da cidade.

Por provisão de 5 de dezembro de 1645, de Antonio Barbosa de Aguiar, capitão-mór, governador, ouvidor e alcaide-mór da Capitania da Condessa de Vimieiro, foi aclamada em vila a povoação fundada por Jacques Félix, e se formou a eleição de juízes ordinários e oficiais da Câmara, que entraram a servir no dia 1º de janeiro de 1646, como consta de relatos de Paes Leme.

A vila recebeu o nome de São Francisco das Chagas, constituindo-se no primeiro núcleo urbano oficial da região valeparaibana.

Por lei de 5 de fevereiro de 1942, promulgada pelo Barão de Monte Alegre, Taubaté foi elevada a cidade – a primeira de nossa região.

A comemoração oficial do aniversário de Taubaté no dia 5 de dezembro registra a sua elevação à categoria de Vila, e não a sua fundação, como muita gente pensa.

Taba antiga

O nome de nossa cidade é originário do vocabulário indígena, já tendo sido de várias formas: Taoboathé, Taybaté, Thaubaté com tê-agá, Tabuathé.

Esse nome tem também muitas interpretações: taba (aldeia) e eté (legítima, verdadeira, antiga, que significa o aldeamento principal; tauá (barro) e eté, ou seja, barro legítimo.

Segundo o dialeto dos índios tupis da região, temos: taba – aldeia, povoação; eté – verdadeira, legítima, antiga, e ibaté – alta. Os termos Tabaibaté, Tabebaté e Tabitaté significam aldeia alta.

Seja qual for a expressão mais correta, Taubaté já nasceu alta, grande, verdadeira.

Destaque regional

Taubaté fica no centro da Bacia Sedimentar Terciária do Paraíba. Por isso, toda essa parte do País, que forma uma unidade geológica, é denominada de Bacia de Taubaté.

Algumas curiosidades de nossa cidade:

Área total: 627,4 quilômetros quadrados
Altitude: 580 metros
Densidade demográfica: 407 habitantes por quilômetro quadrado
População: 296.431 (estimativa IBGE 2013)
Clima: tropical, com inverno seco
Temperatura média: 23ºC

Distâncias rodoviárias:

São Paulo – 120 Km
Rio de Janeiro – 280 Km
Campos do Jordão – 44 Km
Ubatuba – 90 Km
Aparecida – 50 Km

Acessos rodoviários:

BR-116 – Rodovia Presidente Dutra (ligação Rio-São Paulo)
SP-70 – Rodovia Airton Senna/Carvalho Pinto (ligação com São Paulo)
SP-125 – Rodovia Oswaldo Cruz (ligação com Ubatuba/Litoral Norte)
SP-123 – Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (ligação com Campos do Jordão, Serra da Mantiqueira e Sul de Minas)

Divisas do município:

Norte – Tremembé e Monteiro Lobato
Sul – São Luiz do Paraitinga e Redenção da Serra
Leste – Pindamonhangaba, Roseira e Lagoinha
Oeste – Caçapava e Redenção da Serra

A maior parte do município, cerca de dois terços de seu território, ocupa áreas de morros e serras, onde predominam rochas cristalinas. O restante, incluindo a área urbana, situa-se na Bacia Sedimentar de Taubaté.

Destacam-se em nossa paisagem diversas serras, sendo as principais: Serra da Mantiqueira, Serra do Quebra-Cangalha, Morro do Cruzeiro, Serra da Piloa, Serra do Jambeiro, Serra do Planalto do Paraitinga.

O distrito de Quiririm, tradicional reduto da colonização italiana no município, foi criado através da Lei nº 2.087, de dezembro de 1925. Portanto, o distrito comemora neste mês de dezembro seus 80 anos.

No entanto, anteriormente naquele local existiu a Colônia Agrícola de Quiririm, inaugurada em 16 de agosto de 1890. Em 1891 chegaram 400 imigrantes italianos, dando início a um importante processo de colonização naquela região do município.

Hoje, o Mercato della Colônia Agrícola de Quiririm” é um símbolo do sucesso e da importância dos imigrantes italianos. Criado em 2 de julho de 1999, o Mercato é um dos principais pontos gastronômicos da região.

Esse espaço maravilhoso, formado por diversos restaurantes, mantidos por descendentes dos imigrantes italianos, recebe milhares de turistas e visitantes.

E o distrito de Quiririm fica em festa todo mês de maio, quando da realização da festa da imigração italiana, que atraiu turistas de todo o Estado, que se deliciam com seus pratos típicas, assim como as festas, os shows e o tradicional desfile da imigração.

Plantando cidades

Taubaté, das Bandeiras que ousaram desbravar ínvias selvas, com glória, qual titã a fazer geografia, foi implantando fronteiras nos mapas.

No final do século XVII a Vila de São Francisco das Chagas de Taubaté, seu nome à época, projeta-se no cenário da vida colonial brasileira como núcleo irradiador de muitas Bandeiras, que nos Sertões dos Cataguazes ou Sertões das Minas de Taubaté – antiga referência à região de Minas Gerais – descobriram ouro e fundaram dezenas de arraiais mineradores, origens de futuras cidades. Em fins do século XVIII, diz Gilberto Martins, são encontrados ecos do bandeirismo taubateano na corrida para Goiás, via São Paulo, e na ocupação do Sul do País.

Cidades da região fundadas por taubateanos:

Tremembé
Pindamonhangaba
São Luiz do Paraitinga
Guaratinguetá
Caçapava
Redenção da Serra

No Estado de São Paulo, uma das mais importantes cidades, Campinas, foi fundada pelo bandeirante taubateano Francisco Barreto de Leme Prado.

Cidades de Minas Gerais fundadas por taubateanos:

Mariana (primeira cidade e primeira capital mineira)
Sabará
Pouso Alto
Pitangui
Ouro Preto
Antônio Dias
São João Del Rei
Tiradentes
Piranga
Aiuruoca
Ibabira
Delfim Moreira
Baependi
Campanha
Itaverava

No Rio Grande do Sul:
Caçapava do Sul

Ciclos econômicos

No início das atividades sertanistas, no século XVII, os bandeirantes empenhavam-se em caçar e aprisionar os indígenas da região, a fim de utilizá-los como mão-de-obra escrava nas lavouras.

Em meados do século XVII até o início do século XVIII, registra-se o Ciclo do Ouro em Taubaté. São organizadas freqüentes expedições, as chamadas Bandeiras.

As bandeirantes, além de possibilitar o reconhecimento do território, tinham a finalidade de aprisionar indígenas para serem aproveitados como mão-de-obra escrava na mineração.

Antonio Rodrigues Arzão foi um dos primeiros a descobrir ouro nas Minas Gerais, projetando nacionalmente os taubateanos. Bartolomeu Bueno de Siqueira descobriu as minas de Itaverava e Antônio Dias foi um dos descobridores das mais ricas minas, de Ouro Preto, sendo o fundador dessa cidade mineira, em 1699.

O Ciclos da Cana-de-Açúcar é apontado como a terceira fase da economia colonial em Taubaté, tendo sido iniciada em 1715 e estendendo-se até os primeiros anos do Império, já no século XIX. Porém, a partir da década de 1780, com o esgotamento do ouro nas Minas Gerais, mostra o professor José Benedito Prado, Taubaté viveu uma estagnação econômica, pois em razão da quase total paralisação da atividade mineradora nas Minas Gerais, houve a conseqüente queda na atividade abastecedora.

Por volta de 1825, a produção de cana-de-açúcar começa a diminuir em todo o Vale do Paraíba, dando lugar ao café.

Em 1836, pelo estudo Ensaio de um Quadro Estatístico da Província de São Paulo, do Marechal Daniel Pedro Müller, Taubaté contava com 11.833 habitantes – uma das maiores populações da Província – tendo como produto de maior valor comercial a cana-de-açúcar, com mil arrobas. Intensificando sua produção cafeeira, em 1854 Taubaté alcançou a safra de 354.730 arrobas.

O enriquecimento progressivo e a prosperidade econômica são sentidos em diversos setores. Taubaté ganha uma estrada de ferro, com trens de passageiros e cargos para cidades vizinhas e as capitais São Paulo e Rio de Janeiro. Em 1878 ganha o Teatro São João, bondes urbanos, de tração animal, em 1881 e seu primeiro jornal, O Taubateense, em 1861. Recebe iluminação a gás no ano de 1884, Empresa Telefônica em 1893 e o tradicional Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho em 1879.

A cidade prospera cada vez mais. Relatório da Câmara Municipal de Taubaté à Comissão de Estatística da Província, de acordo com o lançamento de 1886 a 1887, mostra a existência de 340 estabelecimentos comerciais e industriais.

Em 1900, com a produção de 600.588 arrobas, Taubaté torna-se o município de maior produção cafeeira no Vale do Paraíba paulista. É a época dos Barões do Café.

No dia 26 de fevereiro de 1906 nossa cidade sediou o “Convênio do Café”, importante convenção cujos objetivos eram valorizar o café, regular seu comércio, promover o aumento do seu consumo e criar a Caixa de Conversão.

Os presidentes das Províncias (os atuais governadores de Estado) de São Paulo (Jorge Tibiriçá), Nilo Peçanha (Rio de Janeiro) e Francisco Salles (Minas Gerais) foram signatários do Convênio de Taubaté, realizado no prédio que sediava à época a Prefeitura, Câmara, Fórum, Cartórios e Delegacia de Polícia, que pertenceu à Dona Chiquinha de Mattos, abastada proprietária de fazendas de café e localizava-se defronte à Igreja do Pilar, onde hoje encontra-se a agência da Nossa Caixa.

Taubateanos ilustres

Bandeirantes:

Antonio Rodrigues Arzão – um dos primeiros a descobrir ouro nas Minas Gerais

Antonio Rodrigues Arzão (filho) – um dos descobridores das Minas do Serro Frio

Bartholomeu Bueno de Siqueira – descobriu as minas de Itaverava
Carlos Pedroso da Silveira – foi provedor da Oficina Real da Fundição de Ouro de Taubaté e governador da Capitania de Itanhaém

Salvador Fernandes Furtado de Mendonça – fundador de Mariana, primeira cidade de Minas Gerais

Antonio Dias – descobrir das minas de Ouro Preto e fundador da cidade de Ouro Preto

Thomé Portes D´El Rey – fundador de São João Del Rei, São José Del Rei e Tiradentes

Inconfidentes:
Padre Carlos Correa de Toledo e Mello – foi condenador com os demais inconfidentes e deportado para Lisboa, onde morreu.

Luiz Vaz de Toledo Piza – foi condenado pela Devassa à pena de morte na forca, comutada em degredo perpétuo para a África, onde faleceu.

Claro José da Motta – sobrinho do Padre Correa de Toledo, tinha a incumbência de levar e trazer correspondência secreta durante a Inconfidência.

Bento Cortez de Toledo – foi vigário em Taubaté, foi nomeado visitador da Capitania do Rio Grande de São Pedro do Sul, ali fundando a cidade de Caçapava do Sul.

Félix Correa de Toledo – sobrinho do Padre Carlos Correa de Toledo, foi preso durante a Devassa

Guardas de Honra do Príncipe D. Pedro:

Francisco Xavier de Almeida
Bento Vieira de Moura
Rodrigo Gomes Vieira
Fernando Gomes Nogueira
Vicente da Costa Braga
João José Lopes (que era natural de Portugal)
Manoel Marcondes do Amaral
Flávio Antonio de Andrade (natural de Paraibuna)

Clérigos:

Frei Antonio de Santa Úrsula Rodovalho (Bispo Rodovalho) – Bispo de Angola, foi confessor de D. Maria I. Para o historiador Frei Basília Röwer, foi o maior orador sacro da Ordem Franciscana no Brasil.

Cônego Benjamim de Toledo e Mello – foi vereador, inspetor escolar e Deputado Provincial, tendo sido agraciado com a Comenda de São Bento de Aviz.

D. José Pereira da Silva Barros – foi vigário colado de Taubaté por 19 anos, Deputado Provincial, Bispo de Olinda, Camareiro extranumerário do Papa Leão XXIII, Conde de Santo Agostinho, Bispo do Rio de Janeiro, Arcebispo de Damis, bispo de São Paulo. Em Taubaté, foi o fundador do Colégio Bom Conselho e do Externato São José.

Bento de Souza Almeida – foi vigário de várias cidades e Deputado Provincial, recebendo do Governo Imperial, em 1877, as honras de Cônego da Igreja Catedral e Capela Imperial.

Cônego José Valois de Castro – foi Deputado Estadual, Deputado Federal e Senador. Era considerado um orador elegante e fluente, além de espírito caritativo e piedoso.

Monsenhor Antonio Nascimento Castro – Virtuoso e sábio sacerdote, jornalista, professor e orador de merecida fama. Pertenceu ao Cabido da Sé Arquiepiscopal do Rio de Janeiro. Foi vigário geral de Taubaté.

 D. Duarte Leopoldo e Silva – Primeiro arcebispo de São Paulo. Destacou-se na Arquidiocese do Rio de Janeiro e de São Paulo, na Catedral da Sé, no Palácio da Cúria Metropolitana e no Primeiro Congresso Eucarístico Nacional, em 1915.

D. Epaminondas Nunes Ávila e Souza – Primeiro bispo de Taubaté, onde fundou o jornal “O Lábaro”.

Monsenhor Evaristo Campista César – Ordenado sacerdote aos 25 anos, foi Cura de nossa Catedral de 1925 até o seu falecimento, em 9 de novembro de 1984.

Cônego José Luiz Ribeiro – Sacerdote virtuoso, como pároco da paróquia da Vila Nossa Senhora das Graças realizou obras de grande alcance social.
Monsenhor Cícero de Alvarenga Peixoto – sacerdote de grande carisma, realizou um notável trabalho junto à igreja de Santa Terezinha.

Titulares do Império:

José Francisco Monteiro – Barão e Visconde de Tremembé (avô do escritor Monteiro Lobato)
José Félix Monteiro (Barão e Visconde de Mossoró)
Coronel Jordão Pereira de Barros (Barão Pereira de Barros)
Antonio Vieira de Oliveira Neves (Barão de Taubaté)
Mariano José de Oliveira Costa (Barão de Pouso Frio)
Manoel Gomes Vieira (Barão da Pedra Negra)
Comendador David Lopes de Souza Ramos (Barão de Jambeiro)
D. José Pereira da Silva Barros (Conde de Santo Agostinho)

Outras personalidades:

Jorge Emílio Theodoro Winther – médico renomado, nascido na Dinamarca
Dr. Francisco de Paula Toledo – advogado ilustre, foi Deputado Provincial e Geral, vereador e presidente da Câmara Municipal de Taubaté. Escreveu a primeira compilação da história de nossa cidade, a valiosa obra “História do Município de Taubaté”, em 1877.

Dr. Lopes Chaves – filho dos Barões de Santa Branca, foi deputado e senador.

Conselheiro Antonio Moreira de Barros – notável estadista e parlamentar do Império. Foi presidente da Província de Alagoas e da Câmara Federal, além de Ministro das Relações Exteriores, no Império. Fez promulgar em Taubaté, no dia 4 de março de 1888, dois meses antes de 13 de maio, uma lei abolindo a escravatura em nosso município. Faleceu em Paris em 1896.

Dr. Antonio Quirino de Souza e Castro – destacou-se como jurista, homem de letras e professor emérito. Tenho alunos ilustres, como Monteiro Lobato, D. Duarte Leopoldo e Silva – primeiro arcebispo de São Paulo, René Thiollier, da Academia Paulista de Letras, Pedro de Oliveira Costa, prefeito de Taubaté.
Dr. Emílio Theodoro Winther – medico e cirurgião, formado pela Universidade de Leipzig, na Alemanha. Foi um dos maiores cirurgiões do Estado de São Paulo.

Coronel José Benedito Marcondes de Mattos – figura de destaque no período área do café. Foi um dos primeiros a receber em suas fazendas as primeiras famílias de imigrantes italianos que aqui vieram se radicar.
D. Francisca de Paula Marcondes de Mattos (Dona Chiquinha de Mattos) – ilustre dama, sua caridade era espontânea e leal, sendo considerada por todos como uma verdadeira santa.

Félix Guisard – foi um dos fundadores da CTI – Companhia Taubaté Industrial. Dotado de excelente formação moral e cristã, colaborava com o Hospital Santa Isabel, o Orfanato Santa Verônica e o Instituto de Combate à Tuberculose. Quando prefeito, construiu o prédio do Asilo de Mendigos, fundou a Escola Normal Livre Municipal e criou o município de Quiririm. Graças ao seu empenho, Taubaté ganhou a Escola Senai.

Dr. João Urbano Figueira – médico, com formação em vários países da Europa. Lutou, em todo o Brasil, contra várias epidemias, como a peste bubônica. Foi ainda vereador e prefeito de Taubaté.

Dr. Gastão Aldano Vaz Lobo da Câmara Leal – ilustre jurista e homem público. Foi diretor do famoso Teatro São João. Foi o primeiro prefeito de Taubaté, após o período de Intendentes Municipais, tomando posse no dia 15 de janeiro de 1906 e permanecendo na função até 1915.

Bernardino Querido – foi professor, poeta e jornalista. É de sua autoria a frase inscrita no portão de acesso ao Aeroporto do Rio de Janeiro: “Quando Santos Dumont contornou a Torre Eiffel, o nome do Brasil deu a volta ao Mundo”.
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Camões Filho, jornalista, escritor e pedagogo, pós-graduado em Jornalismo e Assessoria de Imprensa, é membro titular da Academia Taubateana de Letras. E-mail para contato com o autor: camoesfilho@bol.com.br