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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

SERVIDOR FICA SEM PANETONE,
E SEUS FILHOS SEM BRINQUEDO

O Natal de pelo menos 4,5 mil servidores públicos municipais será o mais pobre dos últimos anos. A Justiça concedeu liminar (noticiado pelo  blog) suspendendo o abono que seria pago aos servidores da Câmara Municipal e da Prefeitura. A Câmara e o Sindicato dos Servidores recorreram antes da concessão da liminar.

A medida tira o panetone da ceia de Natal dos servidores municipais. Papai Noel não chegará com o tão aguardado brinquedo por milhares de crianças, filhos de servidores que ganham menos de R$ 2 mil por mês.

O abono, aprovado pela Câmara Municipal, seria pago pela Prefeitura em duas vezes: R$ 250,00 no holerite de novembro e outros R$ 250,00 no pagamento de dezembro.

Ministério Público, Justiça Pública e Prefeitura Municipal analisaram matematicamente a questão do abono para os servidores públicos, matéria aceita pacificamente pelo Tribunal de Contas do Estado nos últimos sete anos, segundo a Procuradoria da Câmara Municipal.

Agiram com a lógica da defesa do erário público, sem considerar que, este ano, o prefeito cassado não reajustou, como deveria, o salário dos servidores, que acabam duplamente punidos graças á moralidade hipócrita dos mais realistas que o rei.

Por conta da desastrada representação popular, o prefeito embusteiro está economizando pelo menos R$ 3 milhões. Em outras palavras, tira o panetone e o brinquedo de Natal dos servidores e põe asfalto nas ruas. Uma perversidade.

Os signatários da representação contra o pagamento do abono aos servidores da Câmara Municipal talvez não imaginassem que estavam tirando o panetone da mesa de Natal dos servires. De boas intenções o inferno está cheio, diria minha bondosa avó.

A Prefeitura, em manifestação encaminhada à Vara da Fazenda Pública de Taubaté, lava as mãos salomonicamente e afirma não ter interesse a resguardar na concessão da liminar que suspende o pagamento do abono. Ao contrário, o prefeito cassado agradece aos moralistas pela economia à custa do servidor público.

“A suposta violação ou ameaça ao interesse econômico da Administração Pública (interesse público secundário) e, consequentemente, ao interesse público primário, não existe mais, isto porque o abono instituído pela Lei Complementar nº. 322/13 foi CANCELADO (sic) conforme manifestação do Prefeito Municipal em anexo, razão pela qual a presente ação deve ser extinta sem resolução de mérito, pela falta de interesse de agir”, diz um trecho do documento assinado pelo procurador do município, Paulo Sérgio Araújo Tavares.

Não à toa, o prefeito cassado e seus principais assessores comemoraram a decisão judicial.