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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

2014, O ANO QUE CHEGA

Pollyana Gama, vereadora

Ano novo, vida nova! O antigo jargão popular ainda muito utilizado no início de cada ano não deixa de permanecer atual e pode representar inúmeros significados como o de esquecer o que de ruim aconteceu e/ou assumir novos ou antigos desafios.

O ano de 2014 chega com a agenda repleta de acontecimentos em nosso país. Desde a Copa do Mundo da Fifa, considerado o maior evento esportivo do mundo, até as eleições quando escolheremos presidente, governadores, deputados e senadores. Escolhas geram consequências. Importante lembrar que o hoje é resultado de vários “ontens” e o amanhã depende de nós, de nossas escolhas. Lembre sempre disso.

Em Taubaté, sabemos que o calendário político permanece indefinido com a possibilidade de nova eleição municipal caso o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) confirme a cassação do mandato do prefeito. Ou seja, mais um ano político tenso nesta década, paralelo a agenda nacional, com probabilidades de mudanças significativas. O importante, independentemente do desfecho deste processo, é que esta situação se resolva o quanto antes, pois o desenvolvimento planejado e sustentável da cidade exige “segurança” em todos os seus setores.

Mas, afinal, o que queremos para 2014? O que faremos e como faremos mediante a estas previsões e acontecimentos? Bem, para começo de conversa, o estereótipo do “quanto pior melhor” é algo que deve ser banido das atitudes e sentimentos de um ser humano que tenha por premissa colaborar com a coletividade, e é por essa razão que fico confortável ao expressar e registrar o que fiscalizei e observei melhorar, avançar. Aqui, expresso parte da minha avaliação que pode ser diferente da sua, mas ambas podem ampliar nossa visão e colaborar para ações necessárias.

Na Educação, se por um lado não houve o Plano de Carreira para o Magistério e faltou melhor estrutura de trabalho, cobertura das quadras e até a revisão salarial (para professores e todos os servidores... absurdo e inaceitável), observei ao longo do ano a adesão da rede ao programa “Alfabetização na Idade Certa” e o compromisso e vigor dos professores em encontro recente para capacitação; a reinclusão de nossa cidade no “Programa Nacional do Livro Didático”; o início de melhorias na qualidade da merenda escolar; creches sendo construídas; ampliação de vagas para o período integral; processos seletivos internos para ocupação de cargos comissionados como diretor de escola e supervisão tendo por critério ser professor efetivo na rede.

Na Saúde, problemas antigos continuam e promessas de campanha como AME (Ambulatório Médico de Especialidades) quase não se tornam realidade não fosse o empenho de todos os vereadores, inclusive eu, somado aos deputados Davi Zaia, padre Afonso Lobato, Fernando Capez e Poder Executivo local para que fosse confirmado, na semana passada, pelo governador Geraldo Alckmin – agora, acompanhar a execução.

No entanto, enquanto a atenção básica do município não recebe investimento adequado, registrei avanços quanto ao abastecimento e organização no almoxarifado responsável pelo armazenamento e distribuição de medicamentos e realização de cursos com enfermeiros para atendimento de pacientes ostomizados. Quanto ao atendimento cirúrgico efetuado no Hospital Regional, importante o registro da realização de mais de mil cirurgias de catarata e de otorrino que zeraram filas de espera de 3 a 4 anos. Por outro lado, as constantes manifestações sobre falta de leitos para internação e UTI.

Na área social tivemos um avanço significativo quanto ao congelamento de núcleos de favelas e a implantação do aluguel social para atendimento de famílias socialmente vulneráveis. Realizou-se a conferência da assistência social e tem-se organizado com rigor os critérios para subvenção às entidades. Outros pontos interessantes merecem nosso respeito como o Balé da Cidade ter nos representado em Portugal e as vitórias do nosso handball masculino e Famuta em torneios/concursos nacionais.

Segurança, trânsito, transporte público, obras, limpeza urbana/ rural precisam de muitos “feitos” para que possamos visualizar e afirmar melhorias. Seja qual for o acontecimento previsto ou necessário, o mais importante é fazer acontecer a realidade que queremos. Com esse balanço podemos ver que nem tudo está perdido, mas que há muito a ser feito para a tão sonhada dignidade e justiça social.

Há esperança, pois existem pessoas capazes de ir além das reclamações. Existem pessoas de ações. É disso que precisamos: seres humanos exigentes e conscientes da sua própria contribuição no dia a dia de sua comunidade. Algo próprio de quem vigia, exige direitos e, concomitantemente, cumpre mais que o seu dever, cumpre um propósito de vida. Qual o seu propósito no ano que chega?