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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A COPA, A SAÚDE, A EDUCAÇÃO
E O PROTESTO DOS "COXINHAS"

Faltam menos de quatro meses para o início da Copa do Mundo no Brasil. O movimento #NãoVaiTerCopa, experimentou o primeiro fracasso de sua mobilização na Capital, quando reuniu menos de mil pessoas no vão do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra o maior evento mundial do futebol.

Sem argumento para protestar contra o governo trabalhista que está no poder desde 2003, partiram para a arruaça e o vandalismo puro e simples: depredações de instituições financeiras, lojas e até o incêndio criminoso de um “fusquinha”, de um trabalhador comum, que não participava da “manifestação”, foi registrado por fotógrafos e cinegrafistas, amadores ou não,  amplamente divulgados pela internet.

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para outro "Fusca" a Itamar dos Santos
O vandalismo dos protestantes, de verdade, mostrou que a polícia não está preparada para enfrentar multidões, principalmente se ela quer tumultuar a vida das cidades. O movimento dos coxinhas falhou, como falhou a “convocação” para protesto semelhante em Taubaté, domingo (26/01) na Praça Santa Terezinha.

As redes sociais estão coalhadas de manifestações contra a realização da Copa no Brasil. Internautas, alguns até bem intencionados, replicam as charges, caricaturas e fotomontagens contra o Mundial sem saber direito porque estão protestando. Fazem sua pequena “revolução” cibernética sem pensar que estão sendo usados por quem quer o Brasil de joelhos diante do capital estrangeiro, mas não produzem um texto ou um argumento capaz de convencer quem não gosta de futebol a ir para as ruas protestar.

Apresento abaixo o texto de Vinicios Cesca, internauta, extraído do grupo Nossa Taubaté (Blog do Irani lima), que simplesmente desmonta o pífio argumento coxinha contra a Copa no Brasil.

A falsa polarização entre os gastos com a Copa do Mundo e os gastos sociais em saúde e educação

* Em sete anos, os custos da Copa do Mundo no Brasil chegaram a aproximadamente R$29 bilhões. Deste valor, R$22 bilhões (somados gastos da União, dos Estados e dos municípios) gastos em mobilidade urbana (e que são, portanto, gastos necessários em infraestrutura urbana) e R$7 bilhões em estádios (e este se refere ao valor total dos gastos, incluindo empréstimos públicos e investimentos privados).

* O orçamento somente da União em 2014 é de R$2,5 trilhões. Isso significa que se todo o gasto com estádios fosse público (e não é!), ele representaria um gasto de incríveis 0,04% do orçamento anual. É como se uma família com um orçamento de R$2.500 gastasse R$1 com estádios. Ou pagasse R$4,14 pelo evento todo.

* O orçamento da União de 2014 prevê R$62 bilhões em investimentos do PAC, R$105 bilhões em investimentos nas empresas estatais, R$106 bilhões na saúde, R$82 bilhões na educação, R$25 bilhões no Programa Bolsa Família. Portanto, se os gastos com estádios fossem exclusivamente públicos (e não são!) eles representariam 0,94% dos gastos com saúde e 1,21% dos gastos com educação.

* Em 7 anos, os gastos com estádios foram de R$7 bilhões (e não foram exclusivamente públicos). Os gastos em saúde (computados de 2007 a 2013 e previstos para 2014) foram de R$627,1 bilhões. Uma "pequena" diferença de R$620 bilhões a favor da saúde.

* Em 2007, quando o Brasil foi anunciado sede da Copa do Mundo, o orçamento da saúde era de R$53 bilhões. Em 2014, apesar da Copa, o orçamento da saúde é de R$106 bilhões. A Copa não retirou recursos da saúde: o orçamento da saúde DOBROU desde que o Brasil foi anunciado sede da Copa.

* Indo um pouco mais longe. O orçamento que o PSDB legou para o primeiro ano do governo Lula (2003) foi de R$31,2 bilhões. Durante os governos do PT o orçamento da saúde aumentou 3,4 vezes.

Para que não reste dúvida, as informações colhidas pelo internauta podem ser conferidas aqui, aqui e aqui