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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

DONG: DESORGANIZAÇÃO NÃO
GOVERNAMENTAL DE TAUBATÉ

Redigi o texto abaixo em 1º de janeiro de 2013, mas não o publiquei. Pretendia escrever sobre as ações da DONG – Desorganização não Governamental, criada a partir de meu programa na Rádio Cacique, para ajudar a população a entender e a participar da vida política da cidade.

Com a DONG, que nunca foi uma entidade legalmente formada, não tinha endereço, não tinha presidente, não cobrava mensalidade, mas tinha participação ativa ao cobrar ações  da Prefeitura, começamos a incomodar o status quo.

Cedia espaços generosos do programa para os motoboys, os perueiros e a população, que participava do Radar Cacique por telefone, para reclamar melhorias para os seus bairros. As reuniões nos bairros eram improvisadas em escolas e centros comunitários. Não havia pauta prévia. Todos podiam falar.

O sucesso da DONG incomodava particularmente o caudilho José Bernardo Ortiz, que impediu os moradores do Cecap de nos receber no centro comunitário local para uma segunda reunião – a primeira reuniu mais de 100 moradores da região.

Os capachos de Ortiz telefonavam ao programa para me criticar por abrir os microfones da emissora para os ouvintes fazerem suas reivindicações. Mantive o mesmo tom crítico que usava na época do ex-prefeito Mário Ortiz.

Somente em 2012 tive a certeza que minha demissão da emissora foi a pedido de Bernardo Ortiz. A revelação foi do catão da Vila São Geraldo, como você pode ler aqui.

AQUI, O TEXTO QUE PRODUZI EM 1º DE JANEIRO DE 2013

No último ano do século XX e no primeiro ano deste século, comandei um programa jornalístico na Rádio Cacique de Taubaté, que precedeu aos atuais radiojornais das emissoras da cidade em sua formatação.

Na Cacique, em 2001, apoio aos motoboys
Abrir os microfones da emissora para reclamação dos ouvintes, por telefone, ao vivo, foi criação deste blogueiro e do jornalista Robson Monteiro.

O transporte público em Taubaté estava caótico. Perueiros e motoboys trabalhavam clandestinamente. Suas vans e motos eram apreendidas pela Prefeitura e as multas, pesadas. O prefeito era Mário Ortiz e o diretor de Trânsito, Monteclaro César.

De minha trincheira radiofônica apoiava os transportadores clandestinos. Fui chamado algumas vezes para testemunhar a apreensão que se fazia dos veículos de transporte.

Silvana Fontes era uma das líderes dos perueiros. Foi entrevistada por mim em diversas oportunidades, para defender a categoria e reivindicar a regulamentação do transporte alternativo, que já existia em São José dos Campos.

Na Câmara Municipal, motoboys estendem faixa para
 agradecer apoio recebido pela legalização do serviço
Bernardo Ortiz, que se candidatava a prefeito desta urbe pela terceira vez, no ano 2.000, soube capitalizar a insatisfação dos perueiros e conseguiu a adesão da categoria à sua candidatura.

Registro que Bernardo Ortiz, empossado prefeito, cumpriu a promessa. Seriam regularizados 42 perueiros, mas o número subiu para 84.

Ortiz Júnior (PSDB) disse, em sua campanha na eleição municipal, que foi ele o criador do sistema de transporte alternativo em Taubaté.

Mentiu! Aliás, como em toda sua campanha.

A luta dos transportadores clandestinos se estendeu para os motoqueiros.

Mais uma vez, abri os microfones da Rádio Cacique aos trabalhadores.

A pressão dos motoqueiros obrigou o então prefeito José Bernardo Ortiz a enviar projeto de lei à Câmara Municipal para regulamentar o transporte, com a criação da TCTAU e, posteriormente, o serviço de mototaxi.

NOTA DA REDAÇÃO: Na coluna há uma enquete. Responda: quem você escolheria prefeito de Taubaté no atual momento?