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domingo, 19 de janeiro de 2014

O FUTURO ELEITORAL DE TAUBATÉ (I)

Este deve ser um ano atípico para o eleitor taubateano, que poderá participar de uma eleição extemporânea ainda no primeiro semestre para eleger um novo prefeito para esta urbe quase quatrocentona.

Até o final de março ou, o mais tardar, na primeira quinzena de abril, a situação política de Ortiz Junior será definida pelo TRE. Se a corte eleitoral paulista negar o recurso eleitoral ao futuro ex-prefeito de Taubaté, que pede a reforma da sentença da Justiça Eleitoral de Taubaté, que cassou seu mandato, teremos eleição municipal.

Em outubro, vamos às urnas para eleger presidente da República, governador de São Paulo, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Hora propícia para o eleitorado de Taubaté mostrar que deixou de ser conservador e esquecer que vivemos há 20 anos sob o domínio tucano no Estado.

O eleitor taubateano há de se lembrar do engodo eleitoral propiciado pelos tucanos  na campanha para prefeito municipal: o governador Geraldo Alckmin (PSDB), no programa eleitoral gratuito, corroborando o embuste de seu aliado, Ortiz Junior,  dono de projetos mirabolantes para tirar Taubaté do atoleiro em que se enfiou sob o desastrado governo Roberto Peixoto.

A patranha deu resultado. Ortiz Junior agregou os adversários Mário Ortiz (PSD) e Padre Afonso (PV), que o apoiaram no segundo turno das eleições de 2012 pensando em seus próprios interesses – indicar aliados para assumir cargos sob o governo tucano – e elegeu-se prefeito em 2012.

Padre Afonso até obteve algum sucesso. Conseguiu emplacar Andreia Gonçalves na Secretaria do Meio Ambiente do município, cargo que foi obrigada a renunciar por não ter diploma universitário.

A ex-secretária de Saúde Aldineia Martins, da cota do PV no governo municipal, não resistiu muito tempo no cargo. Já em 28 de janeiro, há um ano, portanto, arrumava uma grande encrenca grande encrenca com os trabalhadores da área da saúde ao ameaçá-los com demissão caso não melhorassem o atendimento ao público. Não completou quatro meses na Pasta. Caiu!

A sorte de Mário Ortiz foi diferente. Ele disputou a eleição municipal munido de uma liminar concedida pelo TSE. Perdeu e caiu nos braços do primo tucano. Não contava que a corte eleitoral não apenas confirmasse a sentença do TJ que o condenou por improbidade administrativa, como o considerasse inelegível.

Sem força política, sem poder de influência. Resultado: Mário Ortiz lamentava, numa entrevista a Chico Oiring, que não havia ninguém de sua confiança no governo municipal, mas acreditava que Ortiz Junior cumpriria o mandato para o qual foi eleito sem ser incomodado pela Justiça.

Errou nos prognósticos. Seu primo tucano foi cassado pela Justiça Eleitoral de Taubaté, que deve proceder ao julgamento de outra ação eleitoral, esta por possível “lavagem de dinheiro” na campanha eleitoral, além de um processo por improbidade administrativa que tramita na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

Em uma possível nova eleição municipal em Taubaté, o quadro se cinge a Pollyana Gama (PPS) e, provavelmente, Salvador Khuriyeh (PT). Em uma eleição extemporânea, o PSOL pode ser uma força interessante, se lançar candidato, mais forte que PV, DEM, PSD, PMDB, PROS, PP, PTB, PDT, PRTB etc, que devem apoiar outros candidatos.

Quem poderia ser candidato a prefeito pelo PV? Padre Afonso? Seria arriscado apostar em sua candidatura, ainda mais quando se sabe que a anunciada, pelo menos nos bastidores políticos, libertação do parlamentar de uma parte de seus assessores não se confirmou até o momento. Ao PSD, se pretende, de fato, disputar uma eleição municipal, resta o empresário Andre Saiki.

À medida que se aproxima a data do julgamento do recurso eleitoral de Ortiz Junior contra sua cassação, mais aumenta as relações interpartidárias. Os mais prováveis candidatos estão silentes, mas prontos a dialogar sobre o fuuro eleitoral de Taubaté.

NOTA DA REDAÇÃO: Aproveite seu tempo para votar na enquete "quem você elegeria prefeito de Taubaté?" Está na coluna ao lado.