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domingo, 12 de janeiro de 2014

POLÍCIA FEDERAL CONTINUA NO
ENCALÇO DA "LAVANDERIA ORTIZ"

O futuro ex-prefeito de Taubaté está com a corda no pescoço desde sua eleição, em 28 de outubro de 2012, quando o Ministério Público Eleitoral, sob o comando do corajoso promotor público Antonio Carlos Ozório Nunes peticionou à Justiça Eleitoral de Taubaté a cassação do diploma e a declaração de inelegibilidade do tucano por oito anos.

No dia 2 de maio de 2013 publicamos no blog a declaração bombástica de Chico Oiring ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), sobre a possível “lavagem de dinheiro” havida na campanha eleitoral de Ortiz Junior. O MPE havia se ocupado deste tema em outra ação de investigação eleitoral ajuizada em 10 de dezembro de 2012.

Somente 10 meses após o ajuizamento da ação por abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral de 2012 Ortiz foi cassado pela Justiça Eleitoral de Taubaté, em 19 de agosto de 2013, em sentença prolatada pela juíza eleitoral Sueli Zeraik. O tucano recorreu.

Provavelmente nos próximos 45 dias o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) deve marcar o julgamento do recurso eleitoral de Ortiz Junior, que já pode contabilizar uma derrota: seu pai, o ex-prefeito José Bernardo Ortiz, deve ser incluído no polo passivo da ação que lhe cassou o mandado, seu vice Edson Aparecido de Oliveira deve ser considerado inelegível e a corte eleitoral paulista não deve mais aceitar recursos da coligação “Taubaté Com Tudo de Novo”.

As notícias são péssimas neste início de 2014 para o futuro ex-prefeito de Taubaté. Em poucos dias a Justiça Eleitoral deve reabrir a AIJE 952-92.2012.6.26.0141, por determinação do TRE, e julgar a possível “lavanderia tucana”, inaugurada, na verdade, em 2011, mais de um ano antes das eleições de 2012.

Foi um ano inteiro de intensa gastança: café da tarde em residências de cabos eleitorais em vários bairros da cidade, ajuda econômica a candidatos a vereador, cerca de quinhentos cabos eleitorais (um exército, segundo o programa do horário eleitoral tucano), milhares de jornais de campanha meticulosamente distribuídos pela cidade, apoio da igreja (católica e evangélica) e de partidos políticos que não se notabilizam pela ética.

Parte desta dinheirama teve sua origem descrita pelo engenheiro Chico Oiring ao Gaeco, que repassou as informações para a Polícia Federal. Desde então, o assunto está sob investigação. Até o momento, pelo menos três pessoas foram ouvidas. Outras duas estão intimadas para depor no inquérito policial aberto pela Delegacia da Polícia Federal de São José dos Campos, que apura a responsabilidade pela possível “lavanderia tucana”.

Está cada dia mais difícil a sobrevivência política d e Ortiz Junior..

NOTA DA REDAÇÃO: Vote na enquete ao lado e escolha seu favorito a ser o próximo prefeito de Taubaté, caso tenhamos o terceiro turno ainda no primeiro semestre deste ano.