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sábado, 18 de janeiro de 2014

PROFESSORA TAUBATEANA DESCOBRE
BELO MONTE UM ANO ANTES DA GLOBO

Não assisti a matéria do Jornal Nacional elogiosa à Usina Belo Monte simplesmente porque não costumo ver a programação da TV Globo, mas li, atentamente, o comentário postado no Face pelo professor Fabrício Peres, o qual está reproduzido abaixo.

Instado pelo comentário do professor, remoí minha memória e encontrei o que buscava: no dia 4 de dezembro de 2012, há mais de um ano, portanto, produzi uma matéria a respeito da viagem da professora Elisângela da Rocha Silva exatamente à Usina Belo Monte, no Pará.

A professora Lisa, como é conhecida entre seus pequenos alunos do bairro São Gonçalo, ensinava a seus alunos o significado da Usina Belo Monte para o Brasil bem antes de as atrizes globais “papagaiarem” que eram contra o investimento na melhoria do progresso do Brasil.

O tempo passou e a Globo se rendeu. Antes do comentário do professor Fabrício Peres, leia aqui o relato emocionado da professora e os comentários maldosos a respeito de seu sucesso. Eles mostram a mesquinhez da alma humana e a inveja com o sucesso alheio.

Abaixo, o texto do professor Fabrício Peres

“Hoje (17/01/14) o Jornal Nacional, que tem registrado os mais baixos índices de audiência da sua história, fez uma reportagem interessante sobre a Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Inicialmente, antes que alguém diga que sou um ambientalista de araque, deixo claro que desenvolvimento sustentável depende da união equilibrada entre o consumo da sociedade atual e o respeito pelas necessidades das sociedades futuras, ou seja, se você não quer mais usinas degradando o ambiente, passe a controlar suas contas de energia. A minha nunca passa dos 20 reais, e a sua?

Nunca fui contra essa usina, pelo simples motivo de reconhecer que uma sociedade em pleno desenvolvimento econômico e social tem grandes demandas por energia, basicamente energia elétrica que pode ser provida a partir de diferentes fontes.

Mas e as energias "limpas", ou "renováveis"? Essas são muito importantes, mas nenhuma delas é completamente limpa, todas geram diferentes níveis de impacto ambiental, desde as turbinas eólicas até os painéis coletores de energia solar. O fato é que a grande dificuldade da utilização das "energias limpas ou renováveis" ainda é o preço imediato e os limitadores ambientais, como luz e vento.

Como você se sentiria se para obter energia elétrica fosse obrigado a instalar um painel coletor de energia solar de 20 mil reais ou uma turbina eólica de 5 mil reais no seu telhado, mesmo sabendo que não garantiriam 100% do seu consumo de energia elétrica?

Bem, se você não tem certeza de como responder essas perguntas, então não fique apenas aí criticando as ações governamentais e bancando o ecochato, procure uma maneira eficiente de poupar energia e produzi-la, ou melhor, transforma-la, que é o termo mais correto do ponto de vista físico.

Mas voltando a Belo Monte e à reportagem do JN, sou obrigado a elogiar as exigências impostas à concessionária que assumiu a obra, exigências que visam atenuar os impactos que serão causados pela usina.

A concessionária responsável pela obra está sendo obrigada a realizar obras em cinco cidade diretamente afetadas pela megacontrução, de forma que até o presente momento já construiu 28 postos de saúde, dos 28 exigidos, 48 escolas das 92, mais de 50 quilômetros de ductos de esgotamento sanitário, além de muitas outras obras de infraestrutura urbana para cidades que eram extremamente carentes de recursos.

O fato é que além de produzir energia para 1/4 da demanda nacional, a obra está gerando benefícios consideráveis para quem sempre teve pouco acesso aos "modernos recursos civilizatórios".

Gostaria de ver os comentários da direitona conservadora e sem votos sobre os fatos incrivelmente expostos pelo JN.

Será que a Globo está correndo atrás da audiência perdida e para isso apelando para a exposição real de fatos anteriormente criticados sem veracidade?

Aparentemente estamos cada vez mais distantes do apagão energético aventado pela mídia terrorista e cada vez mais próximos da mínima condição sanitária e urbanística desejável.

Fiquei admirado com a reportagem e impressionado com a agilidade das obras.