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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

ADVOGADA (A)BATE TUCANO NA JUSTIÇA

Quero me desculpar antecipadamente com os internautas pelo título desta postagem, mas a derrota de Ortiz Junior na 3ª Vara Cível de Taubaté, que o condenou a indenizar a advogada Gladiwa Ribeiro em R$ 15 mil, propiciou-me o trocadilho.

Desculpo-me também com a Associação de Proteção aos Animais por ter misturado os verbos bater (no sentido de vencer) com abater (no sentido de derrubar, fazer cair), mas a piada veio pronta e não podia perder a oportunidade. A ave não tem nada a ver com a história.

Vamos aos fatos:

A Dra. Márcia Rezende Barbosa de Oliveira, juíza da 3ª Vara Cível de Taubaté, acaba de sentenciar o futuro ex-prefeito de Taubaté, José Bernardo Ortiz Monteiro Junior, condenando-o a indenizar a advogada Gladiwa Ribeiro por danos morais.

A indenização está aquém do pedido na ação, mas vale a condenação. O que importa, no caso, é o fato de Ortiz Junior não ter provado o que disse em juízo para se defender. A juíza reconhece, na sentença, que as declarações do futuro ex-prefeito de Taubaté “não expressam com exatidão a realidade que os autos evidenciam”.

A Dra. Márcia Rezende Barbosa de Oliveira quer dizer que a declaração de Ortiz Junior, segundo a qual Gladiwa Ribeiro fora demitida da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) por atos de corrupção é mentirosa. Os documentos juntados à ação por sua defesa não demostram que houve demissão. E não houve mesmo. A titular da 3ª Vara Cível de Taubaté foi muito educada.

Li atentamente a sentença de quatro laudas do processo 0007486-53.2013.8.26.0625, que correu em segredo de justiça, no qual a juíza, cabalmente, desmonta a farsa tucana e as mentiras ditas por Ortiz Junior ao longo do processo.

A vitória da advogada Gladiwa Ribeiro, que ainda se encontra afastada da FDE, de onde nunca foi demitida, é simbólica e mostra o mau caráter de um (ainda) prefeito capaz de mentir descaradamente na Justiça para escapar de uma punição.

Ainda soa nos meus ouvidos o cochicho de Ortiz Junior com seu advogado, quando nos confrontávamos no Fórum Criminal de Taubaté. Enquanto Chico Oiring depunha como minha testemunha de defesa, ele afirmava que minha testemunha tinha tentado extorqui-lo. Cafajestice pura, mas esta é outra história!