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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

AONDE FICARÁ MINHA FOTOGRAFIA?

Estou intrigado! O prefeito-cassado Ortiz Junior (PSDB) fotografou-me com seu celular quinta-feira (24/10/13), na porta do Fórum de Taubaté, enquanto aguardava o início da audiência que teríamos momentos depois na 3ª Vara Criminal.

Qual seria o objetivo do prefeito embusteiro ao me fotografar? Fazer um pôster com a minha imagem para decorar sua sala de visitas? Colocar minha fotografia em um porta-retratos sobre sua mesa no Palácio do Bom Conselho? Ou será colocada em alguma encruzilhada ao lado de uma galinha preta, emoldurada com velas da mesma cor e um crucifixo em cima?

Pela primeira vez, aos 62 anos de idade, sou réu na Justiça Criminal. Não me assustam nem me intimidam as ações movidas pelos Ortizes, que pedem minha condenação por calúnia e injúria, crimes tipificados pelo Código Penal no capítulo Dos Crimes Contra a Pessoa e pela Lei de Imprensa (equivocadamente extinta pelo Supremo Tribunal Federal em abril de 2009).

Imaginem quantos jornalistas e jornais a presidenta Dilma teria que processar por ter sido chamada de poste durante a campanha presidencial de 2010, isto para não falarmos no prefeito da Capital, Fernando Haddad, igualmente chamado de poste por jornalistas e adversários políticos?

O ex-prefeito Bernardo Ortiz, o político que melhor compreendeu a alma do eleitor taubateano e soube manipulá-la a ponto de, até hoje, ter seguidores fanáticos e fanatizados pelo seu modus operandi nos bastidores da vida política desta urbe quase quatrocentona, se gabava, após seu primeiro governo (1983-1988), de eleger “até um poste” para prefeito de Taubaté.

De fato, é de se admitir que Bernardo Ortiz foi o responsável pelas eleições de Salvador Khuriyeh, seu primeiro sucessor, e o primo Mário Ortiz, o segundo. Ambos fizeram boas administrações. O velho caudilho brigou com suas crias por ser impedido de “palpitar” nas administrações que não eram dele.

O desastre político causado por Bernardo Ortiz veio com a eleição para prefeito de seu vice, o ardiloso Roberto Peixoto, que se deixou manipular pelo velho caudilho (até ofereceu emprego para seu filho Ortiz Junior, que acabou demitido alguns meses depois por “incompetência”) para vencer a eleição municipal de 2004 e repetir a dose em 2008, após “trair” o acerto de cúpula, coordenado por Bernardo Ortiz, que previa a eleição de Padre Afonso (PV) em 2008 e do filho Ortiz Junior em 2012.

A tática dos “traídos” foi aproveitar o fato do então prefeito Roberto Peixoto estar sendo investigado por uma comissão processante brilhantemente conduzida pela vereadora Pollyana Gama para tirar proveito eleitoral n eleição municipal de 2012. Não interessava a Padre Afonso nem a Ortiz Junior a cassação de Peixoto no terceiro ano de seu segundo mandato para evitar que a petista Vera Saba assumisse a Prefeitura.

Os sonhos de poder longamente acalentando desde os primeiros anos deste século XXI pelo tucano e o sacerdote não podiam ser interrompidos por uma mulher em lugar do prefeito e, pior, de um partido de oposição aos tucanos a nível nacional. Erapreferível deixar Peixoto sangrar, pois ambos poderiam colher os frutos do desgaste político que o ex-prefeito sofria. Mal sabiam os taubateanos que Ortiz Junior se articulava para vencer as eleições de 2012.

A aliança com Padre Afonso, rompida para o primeiro turno daquela eleição, foi rapidamente reatada para a disputa do segundo turno, com o petista Isaac do Carmo. O deputado estadual pelo Partido Verde chegou a emplacar duas secretárias no governo tucano, nas áreas da Saúde e do Meio Ambiente. Aldineia Martins e Andreia Gonçalves foram demitidas ainda no primeiro ano do governo tucano.

Agora você vai entender por que o título acima:

Em 27 de julho de 2012, o caudilho Bernardo Ortiz e seu filho Ortiz Junior ajuizaram ação contra mim na 3ª Vara Criminal de Taubaté por calúnia e injúria. Eles estavam incomodados com as matéria que mostravam, neste blog, a denúncia de improbidade administrativa que a 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital estava investigando.

Antes, em 21 de outubro de 2011 joguei a primeira "bomba" no colo do tucano, que se reunia com Djalma Santos no Restaurante Frango Assado quando era mero pré-candidato. O empresário viria a ser, meses depois, o principal algoz das denúncias envolvendo Ortiz Junior com atos de improbidade administrativa na FDE, que estariam sendo acobertadas por seu pai e presidente do órgão, Bernardo Ortiz.

O fato é que o velho caudilho foi afastado da presidência da FDE por determinação do juiz da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital e posteriormente demitido do cargo pelo governador Geraldo Alckmin. Para completar, Bernardo Ortiz foi incluído recentemente no polo passivo da ação eleitoral que deverá ser julgada nos próximos trinta dias pelo TRE.

Estou sendo processado criminalmente por ter reportado as verdades sobre os Ortizes. Quando fui fotografado na frente do Fórum Criminal de Taubaté pelo futuro ex-prefeito de Taubaté, ao lado do brilhante advogado Norberto Ribeiro, e do corajoso engenheiro Chico Oiring, que tem uma enxurrada de denúncias a oferecer à Justiça Eleitoral de Taubaté, que poderá redundar na segunda cassação do tucano, fiquei me perguntando: “Aonda ficará minha fotografia?”