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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

NO PAÍS DOS ERROS, VALE
REFLETIR SOBRE A PENA DE MORTE

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

Depois do leite derramado, a Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro vai apurar se houve irregularidade na prisão do ator e psicólogo Vinícius Romão de Souza, de 26 anos. Policiais podem até ser punidos.

Dia 10 de fevereiro, Vinicius seguia a pé para casa, no Méier, quando foi abordado por dois policiais, obrigado a deitar de bruços no chão, e depois levado à delegacia  25. Lá a copeira Dalva da Costa Santos teria sido induzida a reconhecer o rapaz, negro, como autor de assalto em que fora vítima.

O caso teve grande repercussão na internet. Através da rede social, amigos de Vinícius afirmavam que ele fora vítima de racismo.

Em novo depoimento à polícia, Dalva da Costa Santos admitiu ter se enganado ao reconhecer Vinícius como o homem que a assaltara.

A Justiça concedeu liberdade provisória a Vinicius. Mesmo assim vai obrigá-lo a comparecer mensalmente... Bater o ponto até que tudo fique rigorosamente esclarecido. E em que país mora em tese, pelo menos, o princípio “in dúbio pro réu”.

Os erros, o preconceito, o racismo, as falhas... Tudo isso me leva a ter muito medo da redução da maioridade penal e da aplicação da pena de morte no Brasil. Embora a convulsão social e a insegurança pública estejam nos conduzindo para isso.

Falei e disse!