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domingo, 9 de março de 2014

ADVOGADA APELA AO TJ POR PUNIÇÃO
MAIS SEVERA AO CONDENADO ORTIZ JR

O futuro ex-prefeito de Taubaté, José Bernardo Ortiz Monteiro Junior, foi condenado pela 3ª Vara Civel de Taubaté a pagar R$ 15 mil a título de indenização por danos morais à advogada Gladiwa Ribeiro, além das custas processuais.

O tucano foi condenado em primeira instância não pela afirmação caluniosa que fez durante debate eleitoral televisivo em 2012, mas sim pelas mentiras que levou ao processo nº 0007486-53.2013.8.26.0625, conforme constatou a juíza Márcia Rezende Barbosa de Oliveira, em sentença prolatada dia 17 de fevereiro último:

Forçoso o reconhecimento de que as declarações prestadas pelo réu, quando em campanha eleitoral, no sentido de que a autora (Gladiwa Ribeiro, grifo meu) teria sido demitida pela Corregedoria do Estado por ato de corrupção, não expressam com exatidão a realidade que os autos evidenciam.

A batalha jurídica não se encerrou para a corajosa advogada taubateana, principalmente depois de a Justiça Civil ter reconhecido que Ortiz Junior mentiu na TV e mentiu no processo para escapar da condenação que se avizinhava.

Gladiwa Ribeiro entende que a punição ao mentiroso futuro ex-prefeito de Taubaté foi suave. Por isso ela apela ao Tribunal de Justiça. O documento deve ser protocolado nesta segunda-feira - 10/03/13.

Gladiwa pede punição severa para Ortiz Junior, pego na mentira.
Entre outras coisas, a advogada taubateana aduz que trabalhou na Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE como chefe de gabinete do pai de Ortiz Junior, José Bernardo Ortiz, então presidente do órgão.

O depoimento de Gladiwa Ribeiro na 4ª Promotoria do Patrimônio Público e Social da Capital, contra os interesses de ambos, acusados de improbidade administrativa no caso das mochilas, que deve ser julgado brevemente pela 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital marcou o rompimento definitivo da advogada com os Ortiz, que passaram a agredi-la verbalmente.

Os ataques mentirosos de Ortiz Junior à conduta da advogada levaram-no a cometer os crimes de calúnia e difamação, como bem lembra o advogado Norberto Ribeiro, marido da advogada e autor da apelação ao TJ.

O futuro ex-prefeito de Taubaté, “no dia 28 de setembro de 2012 convocou uma entrevista coletiva com a imprensa taubateana, que contou com vários de seus representantes, como ainda, com a presença de sua esposa Mariah Perrota Ortiz, (...) e alguns de seus aliados políticos, como o representante do governador do Estado (Geraldo Alckmin – grifo meu), o secretário-geral do PSDB estadual, César Gontijo, o deputado federal licenciado, atual secretário estadual de Energia de São Paulo, José Aníbal, os vereadores de Taubaté do PSDB, Orestes Vanone (não se reelegeu) e  (Rodrigo Luís Silva) Digão, dentre outros, e neste momento, em seu discurso, com animus injuriandi, afirmou que a Apelante (Gladiwa Ribeiro – grifo meu) havia sido demitida do governo do Estado de São Paulo por justa causa pelo seu pai José Bernardo Ortiz, por recomendação da Corregedoria Geral da Administração por ato de corrupção.

Não satisfeito, Ortiz Junior declarou ao jornal Contato, edição nº 568, de 2012, segundo Norberto Ribeiro, que Gladiwa fora demitida da FDE por justa causa, por ato de corrupção.

Em 5 de outubro de 2012 o tucano voltou à carga: afirmou, durante debate eleitoral  televisivo com os demais candidatos a prefeito de Taubaté que a advogada fora demitida do governo do Estado de São Paulo por justa causa, por ato de corrupção.

A Justiça Cível de Taubaté concorda que Ortiz Junior mentiu e o condenou a indenizar Gladiwa Ribeiro e arcar com a custa processual.

A corajosa advogada pede ao TJ, em sua apelação, a publicação da sentença condenatória  em jornal de grande circulação em Taubaté e a revisão, para cima, do valor da indenização por danos morais devida por Ortiz Junior.