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quinta-feira, 13 de março de 2014

O QUE FAZER COM NOSSOS IDOSOS?

Camões Filho, jornalista e cronista

Como a mídia vem destacando, está aumentando cada vez mais o número de idosos em todo o mundo. Pesquisas mostram que houve um considerável aumento na população de idosos, por conta de diversos fatores, como o acesso a novos medicamentos e uma melhor qualidade de vida. De acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2025 a quantidade de idosos somente no Brasil crescerá 16 vezes, o que nos dará a colocação de sexto país com maior população idosa.

“Isso contribuiu no interesse em se entender o processo biológico do envelhecimento e em como aumentar a longevidade. Em 1930, 40% das mortes eram causadas por doenças infecciosas e somente 12% da população morria em decorrência de doenças degenerativas. Hoje esse quadro mudou totalmente e as principais causas de morte passaram a ser doenças degenerativas”, avalia Suely Bello, graduada em Naturologia, que utiliza as terapias naturais para auxiliar no processo de autoconhecimento e de promoção, manutenção e recuperação da saúde.

Para a Dra. Suely Bello, o que chama a atenção é que o envelhecimento vem acompanhado de muitas perdas fisiológicas, que invariavelmente são acompanhadas de outras perdas bastante significativas, como a perda da autonomia, da liberdade, dos amigos, de parentes, do trabalho, do contato diário com os filhos, que ao se tornarem independentes vão viver suas próprias vidas. Estas perdas contribuem, ainda mais, para o desgaste emocional.

É triste ver como os idosos são maltratados, ou até mesmo abandonados pelas suas próprias famílias, como sendo um objeto a ser descartado.

Enquanto isso, vemos o Estado brasileiro gastando verdadeiras fortunas para abrigar, às vezes com todo conforto e até mesmo certas mordomias, criminosos e delinquentes, em cadeias mais com cara de hotel.

De modo radical, podemos afirmar, diante desse quatro, que o mais correto será então o governo colocar nossos idosos nas cadeias e o delinquentes fechados nas ''casas de repouso''.

Veja como seria uma atitude mais correta e benéfica aos nossos idosos:

- Desta maneira os idosos teriam todos os dias acesso a uma ducha, lazer, passeios.

- Não teriam necessidade de fazer comida, fazer compras, lavar a louça, arrumar a casa, lavar roupa, etc.

 Teriam medicamentos e assistência médica regular e gratuita.

- Estariam permanentemente acompanhados.

- Teriam refeições quentes e balanceadas.

- Não teriam que pagar pelo seu alojamento.
- Teriam direito a vigilância permanente por vídeo e receberiam assistência imediata em caso de acidente ou emergência sem qualquer pagamento. E ainda teriam atendimento prioritário nos hospitais e prontos-socorros, passando na frente dos demais pacientes.

- Suas camas seriam mudadas duas vezes por semana e a roupa lavada e passada com regularidade.

- Teriam um local pra receberem a família ou outras visitas.
- Teriam acesso a uma biblioteca, sala de exercícios e terapia física / espiritual.

- Seriam encorajados a arranjar terapias ocupacionais adequadas, com formadores, instalações e equipamento gratuitos.

- Seria fornecido gratuitamente roupas e produtos de higiene pessoal.

- Teriam assistência jurídica gratuita.

- Viveriam numa habitação privada e segura, com um pátio para convívio e exercícios.

- Acesso a leitura, computador, televisão, rádio, celulares e chamadas telefônicas na rede fixa.

- Teriam um secretariado de apoio, e ainda psicólogos, assistentes sociais, políticos, o pessoal das ONGs e dos Direitos Humanos disponíveis para escutarem as suas queixas.

Por outro lado, nas casas dos idosos:

- Os delinquentes viveriam numa pequena habitação com obras feitas há mais de 50 anos.

- Teriam que comprar e preparar sua comida e comê-la muitas vezes fria e fora de hora.

- Teriam que cuidar de sua roupa.

- Viveriam sós e sem vigilância.

- Esqueceriam de comer e de tomar os medicamentos e não teriam ninguém que os ajudasse.

- De vez em quando seriam visitados, assaltados ou até violados.

- Se morressem, poderiam ficar anos, até alguém os encontrar.

- As instituições e os políticos não lhes dariam qualquer importância ou assistência.

- Morreriam após anos à espera de uma consulta médica ou de uma operação cirúrgica.

- Não teriam ninguém a quem se queixar.

- Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente ou a caírem na banheira velha.

- Passariam frio no inverno porque não teriam aquecimento.

- O entretenimento diário consistiria em uma minúscula televisão pendurada na parede.

- E ainda teriam toda sua aposentadoria destinada aos cofres da instituição, pagamento pelo belíssimo e humaníssimo serviço prestado.