Páginas

quinta-feira, 17 de abril de 2014

CORDÉIS DO PROFESSOR SILVIO PRADO (II)

Poeirinha

Dizem que em Minas
Tem um tal de Zé Poeira
Que atravessa seus dias
Meio daquela maneira
Nariz próximo da mesa
De olho numa carreira.

Dizem que o sujeito
É um sujeito normal
Conta bancaria repleta
Figurão tradicional
Sempre grudado na tela
Do tal Jornal Nacional.

Mas o “oficio” do cara
Bem parece brincadeira
Pois apesar de famoso
O homem adora poeira
Bastando ver um montinho
Que de imediato ele cheira.

Dona Lola

Dona Lola todos sabem
Deve odiar Taubaté
Pois inventa cada coisa
Que só mesmo um zé mané
Acha graça e sentido
E na figura põe fé.

Infelizmente tal dama
Bem servida de salário
Está pouco se lixando
Para o taubateano otário
Que se ferra pelo trânsito
Que nem tem anel viário.

Mas a vida continua
E Lola bem paga e feliz
Segue com experiências
Que nos deixam por um triz
Enquanto a justiça não cassa
O seu patrãozinho Ortiz.