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quinta-feira, 10 de abril de 2014

DEIXA O RETRATO DO VELHO
NO MESMO LUGAR

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

Cantei a pedra com enorme antecedência. Até quanto a época do julgamento acertei... O Tribunal Superior Eleitoral julgou o processo 52.469.2012.626.0090, também chamado de “Terceiro Turno da Eleição de Pindamonhangaba”. Negou provimento ao recurso impetrado pela coligação “Pinda Pra Frente”, em que Torino e Myrinha impugnavam a candidatura de Vito Ardito Lerário.

Nem foi necessária sustentação oral pelos advogados Alberto e Arthur Rolo, defensores de Vito, e, de Duda Alckmin, patrono de Torino e Myriam. O Relatório do Ministro João Otávio de Noronha foi claro e decisivo. E a decisão rápida após sua leitura.

A história do início, para que todos entendam. Tudo começou na campanha de 2004, quando a chuva obrigou a candidata Sandra Tutihash e o então prefeito Vito Ardito Lerário, que a apoiava em campanha, a se abrigarem na Igreja do Pasin. A oposição impugnou, à época, alegando uso de prédio destinado ao público. Além de impedir Sandra de concorrer, cavou para ela e o padrinho político a vala da inelegibilidade por 8 anos.

Em 2012, a “Coligação Pinda pra Frente” impugnou o registro da candidatura de Vito, pretensão acolhida pela juíza eleitoral da Comarca de Pindamonhangaba, interpretando que o atual prefeito, naquele momento, se enquadrava na lei da Ficha Limpa. Houve reforma no Tribunal Regional Eleitoral em São Paulo. Sabão Omo espalhado pela cidade, em protesto. Recurso de Torino e Myrinha ao TSE...

O “Terceiro Turno da Eleição de Pinda”, portanto, terminou como este colunista vinha antecipando. O recurso foi negado. Vito Ardito Lerário continua prefeito e quem desejar que ele saia terá de esperar 2016 para tentar fazê-lo. Aí, pelo voto.

Falei e disse!