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domingo, 6 de abril de 2014

SE O CATÃO SOUBESSE O QUE EU SEI, AH!...

O Catão da Vila São Geraldo é dado a moralista, austero, e, como tal, é rigoroso com os críticos de padres e afins, a ponto de redigir moção de desagravo e pedir o apoio da Câmara Municipal para conseguir seu intento.

Dez vereadores, incluído o próprio catão, assinaram a moção.

Os vereadores que se recusaram a assinar o documento têm suas próprias razões: concordam com minhas críticas ou entenderam que Joffre Neto só queria tirar proveito da situação e ficar bem aos olhos da Igreja.

Quanto aos que o apoiaram há várias razões: concordaram com os termos da moção; assinaram sem saber do que se tratava; por motivos religiosos ou por respeito ao pedido de um colega.

É mais difícil negar uma assinatura em uma moção do que autografá-la.

Se o Catão da Vila São Geraldo soubesse o que eu sei a seu respeito, inclusive com farta documentação, não pediria á Câmara Municipal para enviar a moção “ao agressor, Irani Lima, para que possa rever seus atos, deles se envergonhar e abdicar (...)”.

Infelizmente, para o vereador desnecessário, não tenho do que me envergonhar ou me arrepender ao longo dos meus 62 anos de vida.

Já o Catão da Vila São Geraldo terá, brevemente, seu nome inscrito nos anais da Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga “ad perpetuam rei memoriam”, para que o laborioso povo luizense jamais esqueça o escroque que “atuou” na cidade em 2009.

Joffre Neto trabalhou no INPE, foi diretor da Urban em São José dos Campos, ocupou cargo importante na Unitau e se meteu em política partidária. Foi vereador e presidente do PT de Taubaté.

Incapaz de aceitar que em seu círculo haja quem não aceite se submeter aos seus caprichos, expulsou do partido o professor Benedicto Lázaro e o médico Arnaldo Ferreira dos Santos. Abria caminho, assim, para reinar absoluto no PT.

Na condição de presidente da Câmara Municipal de Taubaté, após as sessões, que eram realizadas nas noites de segunda-feira, ao invés de se reunir com os colegas para “jogar conversa fora”, corria ao bambuzal do Bonfim para ouvir seu mestre e tirar lições de maquiavelismo.

Catão com o presidente Lula, em Brasília
Autor de um livro sobre câmaras municipais no Brasil, Joffre Neto foi à Brasília entregar um exemplar ao presidente Lula. Deve ter em sua biblioteca um desses livros, autografado, talvez, pelo próprio Lula.

Contam que o catão da Vila São Geraldo viajou de avião à capital federal. O motorista da Câmara percorreu 1.100 Km de carro apenas para transportar sua produção intelectual a ser distribuída entre deputados e senadores.

Isto sem falar que o motorista que o transportava diariamente à Câmara Municipal era obrigado a abrir a porta do veículo para sua “excelência” e carregar sua valise até seu gabinete.

Já no final de seu mandato, sem conquistar a almejada reeleição, descontrolou-se após ser entrevistado por um canal e televisão da região e mandou o jornalista à PQP.

Desempregado, bateu o desespero em Joffre Neto.

O Catão da Vila São Geraldo, possuidor de notório saber” jurídico, econômico e político, imprimiu seu impecável currículo e passou a assediar as câmaras municipais da região.

Ao mesmo tempo criou a ONG Transparência Taubaté, que só existe em sua cabeça, e conseguiu mobilizar quem acreditava em sua sinceridade no combate à corrupção em Taubaté, notadamente no governo passado.

Este blogueiro foi um dos incautos a apoiar a ONG até ser expulso do grupo social “Taubaté de Peixoto”, criado e dirigido pelo Catão com o pseudônimo de Diolindo Flores, por insistir em publicar links contendo denúncias contra seu mentor Bernardo Ortiz, então presidente da FDE.

Joffre Neto é inteligente, articulado, mas julga que somos criados para servi-lo, que seu notório saber pode tudo, até pedir que uma amiga (hoje ex-amiga) redija relatório sobre processo de cassação para a Câmara Municipal de Caçapava e ele leve a fama, se não levou o pagamento também.

O título de Catão, que este blogueiro lhe “concedeu”, é a síntese da personalidade de Joaquim Marcelino Joffre Neto, que manda fazer mas não faz, que aproveita cada oportunidade para tirar proveito próprio.

Porta-se como um catão: austero e rigoroso com os adversários políticos, dos quais exige retidão e caráter ilibado, sem que ele próprio os tenha.

No próximo episódio, mais informações sobre o Catão da Vila São Geraldo.