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quinta-feira, 24 de abril de 2014

SOLIDARIEDADE AO PROF. FABRÍCIO PERES

Silvio Prado, professor

Se Ortiz Junior não perseguisse o professor Fabrício Perez, ele não seria Ortiz Junior e nem estaria honrando tudo o que aprendeu com seu velho e carcomido pai. O filhote do Bernardo, em qualquer lugar aonde venha a colocar as mãos deixará as digitais de um tipo de pessoa que encontra gozo extremo na perseguição, punição e execração do outro.

Pode ser um professor público, um médico do pronto socorro ou até mesmo coveiros do cemitério municipal, todos, sob Ortiz Junior são figuras que precisam exemplarmente receber o peso da mão do prefeito, caso discordem de uma vírgula do discurso danoso rotineiramente dejetado da principal sala do Bom Conselho.

O entendimento que administradores (?) tipo Junior  possuem sobre o andamento do serviço público é uma espécie de herança das leis e determinações culturais que durante quase quatrocentos anos justificaram a colocação de  negros no pelourinho e os fizeram sangrar muitas vezes até a morte.

A família Ortiz não entende, e não se esforça para entender, que discordâncias e pontos de vista diferentes são coisas inerentes à qualquer atividade humana e, portanto, a busca da tolerância e do entendimento precisa ser feita permanentemente, principalmente na área pública. O entendimento de que todo funcionário público não passa de um reles serviçal do prefeito de plantão faz com que, gente tacanha politicamente, use as leis não para o aprimoramento social, mas sim para perseguições mesquinhas, como acontece agora em Taubaté.

Devido ao estreito entendimento tucano do que seja administração pública, o professor Fabrício Perez, uma das lideranças mais representativas do professorado municipal, está agora sob a mira do filhote do Bernardo e pode até ser exonerado de seu cargo. Um absurdo inaceitável!

Não bastassem os descuidos que geram duas mortes diárias no pronto-socorro municipal, os milhares de vitimados pela dengue, o trânsito caótico que expõe a saúde mental da população aos mais variados riscos, escolas municipais sucateadas, um criminoso em cada ponto escuro da cidade apontando sua arma letal, ainda temos um prefeito com posturas medievais punindo professores que, honrando a profissão, cobram do poder público o que ele demonstra não ter, ou seja, responsabilidade real e efetiva com a educação pública. É demais!

Prefeito, responda e, se não souber, peça o costumeiro socorro ao papai: quando o senhor gastará suas energias focando de fato os verdadeiros problemas da cidade?

O professor Fabrício Perez e outras lideranças dos professores municipais, também perseguidas pelo prefeito, merecem consideração, respeito e defesa de todo cidadão que luta, muitas vezes correndo riscos, para que Taubaté tenha um dia gente civilizada na direção de sua vida política.