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terça-feira, 20 de maio de 2014

FUNCIONÁRIO DA CÂMARA, CONDENADO
À PRISÃO, ABANDONA EMPREGO E FOGE

Pedofilia é crime hediondo, repulsivo por si só.

Na manhã desta terça-feira (20/05), um internauta postou esta mensagem no Facebook:

UM CASO DE PEDOFILIA
Aldo Lafaiete, foragido da Justiça

PREZADOS AMIGOS DE TAUBATÉ - ESTIVE NO FINAL DE SEMANA PASSADA, NA CIDADE DE MOGI DAS CRUZES - SP. E LÁ TOMEI CONHECIMENTO DE QUE UM VEREADOR DE NOSSA CIDADE ESTÁ SENDO PROCESSADO PELO CRIME DE PEDOFILIA

COMO SE NÃO BASTASSE AS NOTICIAS NEGATIVA DE NOSSA CIDADE, QUE FORAM AO AR NÃO FAZ MUITO TEMPO, AGORA NOS DEPARAMOS COM MAIS ESSA

PRECISAMOS SABER O NOME DESSE DESGRAÇADO PARA QUE POSSAMOS DIVULGAR EM NOSSA CIDADE, COM A FINALIDADE DE QUE ELE NÃO VENHA A CONCORRER NA PRÓXIMA ELEIÇÕES. (sic)

O PROCESSO CORRE EM SEGREDO DE JUSTIÇA, PARA PROTEGER AS CRIANÇAS QUE FORAM VÍTIMAS DESSE SAFADO .

A informação do internauta contém várias incorreções e equívocos..

O internauta, em visita a Mogi das Cruzes, voltou com a informação “que um vereador de nossa cidade está sendo processado pelo crime de pedofilia”.

Ora! A Câmara Municipal de Taubaté tem 19 vereadores, sendo que quatro são mulheres. Portanto, 15 estão sob suspeita por conta de uma informação equivocada.

INFORMAÇÃO CORRETA

O processo 993.06.104211-8, da comarca de Taubaté, não é mais segredo de Justiça como informado.

Aldo Lafaiete Lacerda, ex-funcionário da Câmara Municipal de Taubaté, está foragido, em local incerto e não sabido.

Aldo Lafaiete Lacerda abandonou o emprego público que detinha. Era funcionário concursado.

Acórdão unânime da 13ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de Aldo Lafaiete Lacerda e aceitou parcialmente seu recurso, já julgado e rejeitado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Aldo Lafaiete Lacerda foi condenado a sete anos de prisão em regime fechado pelos crimes de pedofilia e estupro.

A vítima de Aldo Lafaiete Lacerda foi sua própria sobrinha, que descreveu com riqueza de detalhes a sevícia a que foi submetida.

A declaração da menor, prestada na fase de inquérito policial revela a repugnância dos atos cometidos pelo acusado..

Um trecho do inquérito policial foi destacado pelo acórdão da 13ª Câmara Criminal do TJ:

A menor afirma que “(...) não queria tirar a roupa e então o ALDO puxou sua roupa e a fez ficar só de calcinha; que nunca ficou só de calcinha perto do ALDO; que ALDO tirava o “pinto” (sic) para fora da calça e ‘queria que eu pegasse... eu não queria pegar (sic) e então ALDO pegou na mão da declarante e a obrigou a segurar o ‘pinto’ dele” (...)”, além de outras barbaridades sexuais.

As declarações da menor no inquérito policial foram corroboradas por um psicólogo judicial e uma conselheira do Conselho Tutelar de Taubaté.

Uma psicóloga atestou que a vítima, aos seis anos de idade, esteve sob seus cuidados por cerca de oito meses “em virtude de deficiência mental e traumas decorrentes de abuso sexual”.

Detalhe: a vítima ratificou todas as declarações prestadas na fase de inquérito policial.

A polícia está atrás de Aldo Lafaiete Lacerda que, por enquanto, encontra-se em local incerto e não sabido.