Páginas

sexta-feira, 18 de julho de 2014

CORDÉIS DA COPA

A Copa, em campo, acabou com vitória da Alemanha.

O “Datafalha” divulga pesquisa em que tenta mostrar que a insatisfação com a derrota vexatória da seleção nos gramados pode refletir em sua campanha à reeleição.

A “Falha”, dona do instituto, crê que somos um país formado de “eremildos”, os mais perfeitos idiotas, que misturarão futebol com política na hora de escolher Dil... quer dizer, o próximo presidente da República.

O professor Silvio Prado resume, em quatro cordéis, o que foi a Copa no Brasil e a reflexão que todos devemos fazer sobre esporte e educação para a formação de cidadãos e, claro, ganharmos campeonatos.

Abaixo, os cordéis da copa do professor Silvio Prado.

Festa estrangeira

Final de Copa do Mundo
E a festa é da Alemanha
Que quase parou na Argélia
Mas depois, grande façanha,
Enfiou sete no Brasil
Derrota que não é estranha
Porrada dada “lá em baixo”
Fruto da péssima campanha.

Mas nossa grande vitória
Deu-se fora do gramado
Com gente do mundo inteiro
Andando por todo lado
Vendo de tão perto o povo
E ficando abestalhado
Com a riqueza concentrada
Nas mãos de privilegiados.

O vexame do gramado
Foi também humilhação
Que deve ser superada
Se aprendermos a lição
De que seja qual esporte
Só se forma seleção
Se o esporte for a base
Que forme o bom cidadão..

“Coisas estranhas”

Enquanto nosso futebol
Comportar coisas estranhas
Vamos apanhar de sete
Não apenas da Alemanha
Mas até do Curdistao
E qualquer nação tacanha
Onde se joga futebol
Sem bola e ainda sem manha.

E pra não apanhar feio
Em qualquer competição
Por favor façam de tudo
Para que uma nova geração
Não dependa só da bola
Pra ter auto afirmação
Mas até de outras coisas
Inclusive educação.

Porque depender da bola
É uma coisa imprevista
Pois se a bendita não entra
E titulo não se conquista
Duzentos milhões de pessoas
Agem de forma simplista
Perdendo entre outras coisas
Seu próprio ponto de vista.

E desse jeito prossegue
O “mais infeliz dos países”
Que perdendo sua copa
Agora só enxerga deslizes
Entrando no papo escroto
De conhecidas meretrizes
Aquelas que proíbem o povo
De conhecer suas raízes.

Terrorismo midiático

Os jornalões brasileiros
Globo, Folha e Estadão
E ainda outras revistas
De grande circulação
Como a Veja e a Época
E canais de televisão
Disseram que nossa Copa
Seria uma frustração.

Perdemos de fato na bola
Mas metemos goleada
Na organização do evento
Pondo a tal gang calada
Remoendo pelos cantos
Completamente frustrada
Torcendo por uma tragédia
Que pudesse ser mostrada.

Mas a tragédia não veio
Nenhum estádio caiu
E nenhum tiro foi dado
Da louca guerra civil
Que a imprensa alardeou
Com seu noticiário vil
Quando a Copa começando
Estouraria no Brasil.

Inteiramente canalhas
E adeptas do entreguismo
Folha, Veja e Estadão
Rezam num só catecismo
Pelo qual a rede Globo
Sempre aposta no fascismo
Abrindo mão da noticia
Só pra fazer terrorismo.

Providência divina

A bola ficou quadrada
Pra seleção canarinho
Por isso apanhou de sete
E se forçasse um pouquinho
Os alemães botariam
Dez ou doze num instantinho.

O placar parou em sete
E não foi mais extensivo
Porque Deus é brasileiro
E nada que fosse abusivo
Jamais o céu consentiria
Para povo tão passivo.

Esse gente já se ferra
Sob uma elite tacanha
Por isso que injustiça
Essa atrevida Alemanha
Querer botar mais de sete

No fundo de suas entranhas!