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terça-feira, 5 de agosto de 2014

BOMBA ANUNCIADA PELO BLOG
NÃO ERA TRAQUE, ERA MESMO BOMBA

Alguns ortizistas ficaram revoltados quando, em outubro de 2011, publiquei neste blog um encontro, que era para ser secreto, entre o então pré-candidato a prefeito pelo PSDB, Ortiz Junior, e o empresário Djalma Santos.

Recebi vários comentários, alguns jocosos, outros mal-humorados e pelo menos um mal educado. O missivista afirmava que a “bomba” que eu havia disparado não passava de um “traque malcheiroso”.

Ortiz Jr se despede após reunião com Djalma Santos, 1º à esq.
Não podia imaginar, naquela época (21/10/11), que a bomba produziria efeito retardado. Três anos após o fatídico encontro entre Ortiz Junior e Djalma Santos, testemunhado pelo secretário do pequeno PTC, Eduardo Souza Costa, a bomba ainda faria estrago.

Mal poderia imaginar que naquele encontro furtivo, a tratativa entre político e empresário girava em torno da compra de R$ 40 milhões em mochilas estudantis pelo FDE presidida, à época, pelo pai do tucano, o ex-prefeito José Bernardo Ortiz.

O que provavelmente se combinava naquele primeiro encontro era o valor da “comissão” que Ortiz Junior receberia para facilitar a entrada das empresas que forneceriam mochilas à FDE.

Tudo isto faz parte do processo que Ortiz Junior e Bernardo Ortiz respondem na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, por improbidade administrativa, e foi amplamente explanada pelo juiz-relator Roberto Maia Filho, do TRE, na sessão de 31/07/14.

Ouça a edição apenas com a parte final da fala do juiz, quando ele vota pela inelegibilidade de Bernardo Ortiz e da cassação de Ortiz Junior e Edson Aparecido de Oliveira.

A edição tem menos de 7 minutos.