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terça-feira, 26 de agosto de 2014

MARINA E COLLOR SÃO
PONTAS DA MESMA CORDA

Há mais semelhanças entre Collor e Marina do que sonha nossa vã filosofia.

Fernando Collor de Mello, carioca de nascimento, filiou-se à Arena (Aliança Renovadaora Nacional) em 1979, partido de apoio ao regime militar. 

No mesmo ano foi nomeado prefeito de Maceió (AL) pelos militares.

Em 1982, já no PDS, com o fim do bipartidarismo, elegeu-se deputado federal.

Pelo PMDB, elegeu-se governador de Alagoas em 1986

Para disputar a eleição presidencial de 1989, Collor chegou na criar o Partido da Juventude (PJ), que teve vida efêmera. Acabou no obscuro PRN (Partido da Reconstrução Nacional) para viabilizar sua candidatura

Apresentado aos eleitores como "caçador de marajás", Collor caiu nas graças dos eleitores. Derrotou Lula em 1989 após a edição de um debate entre os dois pela Rede Globo.

Nunca se esqueça que José Sarney, que havia substituído Tancredo Neves, para ganhar mais um ano na presidência da República, negociou a concessão de milhares de emissoras de rádio e televisão com parlamentares.

O péssimo governo Sarney e o apoio da mídia elegeram Collor em 1989. o resto da história todos conhecem.

Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima é acreana de nascimento, ex-vereadora de Rio Branco, capital do Acre, ex-deputada estadual e ex-ministra do governo Lula.

Filiada ao PV, candidatou-se à presidência da República em 2010. Terminou a eleição em terceiro lugar, mas obteve estrondosos 20 milhões de votos.

Como Fernando Collor, Marina tentou criar seu partido, o Rede Sustentabilidade. Fracassou.

Filiou-se, por conveniência, ao PSB, para ser candidata a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos, morto prematuramente em acidente aeronáutico.

Incensada pela mídia, que pretende tirar o PT do governo a qualquer custo, Marina foi guindada à condição de candidata a presidente pelo PSB, partido com o qual não tem a menor identidade ideológica.

Marina Silva tem sido apresentada como a representante da uma "nova política".Um possível governo de Marina Silva será um desastre político e econômico para o Brasil.

A acreana não tem base parlamentar. Marina Silva é monitorada pelos banqueiros e ambientalistas.

Os primeiros desejam da candidata um Banco Central independente, o que significa juros cada vez mais altos e desinvestimento em obras públicas para manter o superávit primário e garantir o alto rendimento dos bancos.

Os segundos exigirão de Marina Silva que o agronegócio brasileiro encolha e os transgênicos sejam banidos de nossa agricultura.

No campo político, sem base parlamentar, Marina, que já é um fantoche nas mãos dos espertos banqueiros brasileiros, será fantoche do PSDB para gter um mínimo de base parlamentar.

Marina Silva Silva é religiosa fundamentalista. Tentará transformar o Brasil numa república religiosa. Já andou dizendo por aí que o destino (leia-se, Deus) deu-lhe a candidatura á presidência da República.

O Ibope divulgou no final da tarde desta terça-feira uma pesquisa eleitoral feita entre os dias 23 e 25 de agosto.

Dilma continua em primeiro. Marina aparece em segundo, posto até então ocupado pelo tucano Aécio Neves.

O ex-presidente FHC, que já disse que vale qualquer um para tirar o PT do governo, "coincidentemente" esteve com Marina Silva antes da divulgação da pesquisas Ibope.

Não é difícil imaginar que o tucano recebeu a informação antes de sua divulgação..

Desde a morte de Eduardo Campos, o PSDB tratava Marina como uma candidata que ajudaria os tucanos a levar a disputa presidencial para o segunto turno.

Só não esperavam que perdessem o posto tão rápido, a ponto de alguns colunistas afiados com o discurso tucano passarem a criticar Marina Silva e a apontar as fraquezas da candidata.

Collor pegou uma ponta da corda em 1989 e se elegeu com o apoio da mídia.

A outra ponta, que estava nas mãos do PSDB, agora está nas mãos de Marina Silva, que fará uma oposição religiosa aos governos trabalhistas de Lula e Dilma e conquistará, por certo, milhões de incautos eleitores que não sabem separar política e religião e creem que esta se sobrepões àquela.

Um possível governo Marina será um remake do governo Collor, que não tinha base parlamentar e acabou cassado com grande apoio da mídia que ajudou a se eleger.

O filme de 1989, com pequenas variações de roteiro e de personagens, está em cartaz novamente. Espero que desta vez o final não seja tão funesto para o Brasil.

a) Velhinho de Taubaté

(W. Takafumi - velhinho_de_taubate@yahoo.com.br)