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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

“VELHINHO DE TAUBATÉ” ACREDITA
QUE ORTIZ JUNIOR SERÁ CASSADO

O “velhinho de Taubaté”, que pede para não ser identificado, acaba de enviar para este blog a carta que reproduzo abaixo, na íntegra.

Prezado senhor Irani Lima,

Não costumo fazer isto, mas peço que o senhor, por favor, mantenha meu nome no anonimato. Quero evitar problemas para mim.

Bem!,O que eu quero dizer é que acredito piamente na Justiça Eleitoral e na cassação do nosso prefeito Ortiz Junior.

Eu acredito muito que os juízes são sérios demais e não absolverão o senhor prefeito de Taubaté, pois isto seria uma espécie de salvo-conduto para qualquer candidato abusar de sua força política e econômica em qualquer eleição deste país sofredor e da nossa terrinha conservadora.

Imagina só o que pode acontecer futuramente se a justiça eleitoral não punir exemplarmente o senhor prefeito. Só para fazer um paralelo com o futebol, ele ganhou roubado. O senhor está entendendo o que eu quero dizer?

O senhor nem percebeu, mas eu estava bem atrás do senhor, lá naquela sala de julgamento do TRE, para ver com meus próprios olhos e ouvir com meus próprios ouvidos o que os advogados do senhor prefeito falariam em sua defesa.

O senhor estava sentado ao lado do senhor Francisco Oiring. Do meu lado ficou sentado um senhor, que descobri que também é de Taubaté, que acompanhava tudo com o maior interesse. Até parecia que ele estava numa arquibancada de jogo de futebol. Só não digo o nome dele porque não tenho autorização.

Olha, senhor Irani, confesso que fiquei um pouco decepcionado quando dois juízes pediram para ver o processo novamente antes de votarem.

Não tenho muita certeza, não anotei os nomes deles, então, vou confiar na minha memória: acho que um se chama Alberto Toron e o outro Costa Wagner.

Achei muito estranho o pedido de vistas. O senhor Toron, fiquei sabendo depois, é um juiz da cota da OAB. O que eu quero dizer é que ele não é juiz de carreira, mas tudo bem...

Não sei se o senhor prestou atenção na fala do advogado de defesa do senhor Ortiz Junior, que levou um parecer do ex-juiz do TRE Paulo Hamilton, se não me engano, totalmente favorável ao réu.

O senhor se lembra de quando o doutor Roberto Maia Filho contestou este parecer? Eu ouvi com meus próprios ouvidos quando o doutor Roberto disse que o parecer do doutor Hamilton era um parecer de advogado de defesa, que não se sustentava.

Gostei muito do doutor Roberto Maia Filho. Achei que ele produziu um voto muito consistente, irretocável, diria, tanto que a doutora Diva Malerbi fez um elogio a ele, concordando com tudo o que foi dito e votou a favor da cassação do senhor prefeito Ortiz Junior, do senhor vice-prefeito Edson e pela inelegibilidade do senhor José Bernardo Ortiz.

Ah! Antes que eu me esqueça: o parecer do procurador regional eleitoral, me corrija se eu estiver errado, doutor André Ramos, também foi contundente e pediu que os juízes não aceitassem o recurso eleitoral do senhor prefeito de Taubaté.

Hoje pela manhã, vi nos jornais que a justiça eleitoral adiou o julgamento por tempo indefinido. Parece-me que não é bem assim...

O senhor estava ocupado com o seu notebook e não prestou atenção quando um membro do TRE, não consigo lembrar o nome dele, disse que o pedido de vistas é por apenas 10 dias, sem possibilidade de prorrogação.

Fiquei pensando com meus botões... preste atenção, senhor Irani:

1) Os juízes pediram vistas do processo por 10 dias. Hoje é dia 1º de agosto. Portanto, dia 10 de agosto termina o prazo da vista ao processo.

2) Digamos que os juízes “vistadores”, desculpe a brincadeira, atrasem um ou dois dias para devolver o processo devidamente vistado. Estaremos, portanto, no dia 11 ou 12 de agosto.

3) Não esqueça que a juíza eleitoral de Taubaté, a doutora Sueli Zeraik, cassou o mandato do senhor Ortiz Junior no dia 19 de agosto de 2013, ou seja, há um ano, portanto.

4) O senhor não quer saber porque esta data é importante? Ora senhor Irani, o senhor que está sempre atento a tudo o que diz respeito ao senhor Ortiz Junior não sabe que a lei eleitoral estabelece que o prazo razoável para o julgamento de ações de investigação judicial eleitoral é de um ano.

5) Ora, senhor Irani, preste atenção: se os doutores Alberto Toron e Costa Wagner entregarem o processo “vistado” até o dia 12 de agosto, o tribunal eleitoral ainda terá duas sessões, uma no dia 14 (quinta-feira) e outra no dia19 (terça-feira), exatamente um ano, para encerrar este processo.

Creio firmemente que os juízes do tribunal eleitoral são infensos a qualquer tipo de manipulação de quem quer que seja.

Creio que a justiça será feita e o senhor Ortiz Junior será definitivamente afastado do cargo que ora ocupa.

Reitero o pedido para que o senhor me mantenha no anonimato. Se meu pedido for respeitado, prometo escrever novas cartas para o senhor.

Aceite um forte abraço e muito obrigado por tudo.


a) Velhinho de Taubaté