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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

EMPRESÁRIOS DÃO TIRO NO PÉ,
MAS CASAM COM MARINA,
A NOIVA INDESEJADA

W. Takafumi, jornalista

Não é preciso ser entendedor de política ou estudioso de sociologia para saber que, desde que o mundo é mundo, manda quem tem poder. É assim desde a antiguidade, com o rei persa Dario ou o imperador mongol Gengis Khan, no século XIII. Ao longo dos séculos, o domínio pela força bruta foi substituído gradativamente pela força do dinheiro, até chegarmos aos tempos modernos, sem esquecer que Napoleão conquistou grande parte da Europa pela força bruta.

O mundo capitalista, no qual estamos inseridos, é perverso com as classe dominadas. Extraem o mais que podem da força produtiva das classes trabalhadoras, seja no campo, seja na indústria,  ou no comércio, para aumentar seus lucros astronômicos. A elite capitalista, neste século XXI, com Lula, perdeu espaço no comando da política econômica do governo, mas não perdeu dinheiro. Ao contrário, os balanços dos grandes bancos mostram o quanto eles lucraram com um país em "crise".

Os empresários e os banqueiros, agora, percebem que deram um tiro no pé ao sepultar a candidatura tucano-udenista de Aécio Neves junto com o corpo de Eduardo Campos. A "nova política" do ex-governador de Pernambuco, morto em trágico acidente aeronáutico, começa a ser revelada a partir da delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. A patranha da Veja, com apoio da Polícia Federal, assim como no "mensalão petista", é repercutida pelo Jornal Nacional, primeiro, e , depois, pelo PIG. Ganha ares de verdade sem a apresentação de uma única prova. Faz muita espuma, para depois se desmanchar.

A insuspeitíssima Folha de S. Paulo, o segundo maior representante do PIG (perde apenas para a Rede Globo), na coluna Painel desta segunda-feira, 8, traz a informação republicada abaixo:

ALGO A DECLARAR OU…
De um dos maiores empresários do país que está entre os maiores contribuintes de campanhas eleitorais, falando à coluna, sob a condição de anonimato, sobre a possibilidade de Marina Silva vencer as eleições: “Com a exceção de alguns bancos, o empresariado está meio perdido, repensando”.

…CALE-SE PARA SEMPRE
O problema, segue o empresário, é que a situação fugiu do script: “Primeiro todo mundo aderiu ao ‘volta, Lula’ para tirar a Dilma Rousseff. Não deu certo. Depois ficou estudando o Aécio Neves e o Eduardo Campos. Veio a tragédia. Não dá para salvar o Aécio. Então agora estamos entrando na igreja e no altar está uma noiva que a gente não esperava, a Marina”.

A afirmação do "empresário" à colunista revela o que fazem o PIG e a elite milionária para tirar Dilma do caminho da reeleição. A "confissão" do empresário é de uma desfaçatez descomunal. Primeiro lançaram a campanha "volta Lula" para atrapalhar a campanha do PT. Apostaram em Eduardo Campos, o "novo político" confiável. Com a morte deste, sepultaram a candidatura de Aécio Neves, que novamente tentam aquecer com as "denúncias" do ex-diretor da Petrobrás por temerem a claudicante Marina Silva, que não tem sequer um plano de governo confiável pelas elites.

O interesse da elite capitalista é jogar na confusão, com a vã tentativa de trocar Dilma por Lula na sucessão presidencial e agora com a "denúncia" na Veja sem uma nesga de prova, com o sepultamento de notícias sobre o trensalão, que desviou cerca de R$ 1 bilhão, um bi, repito, do tesouro paulista; com o encobrimento do helicóptero dos Perrella, apreendido com 500 quilos de cocaína. Os empresários começam a perceber que não somos idiotas, que não nos guiamos por "informações" vindas do PIG. Elas não tem credibilidade por surgirem apenas às vésperas de eleições presidenciais, com o único objetivo de derrubar os governos trabalhistas de Lula e Dilma e manter seus muitos privilégios.