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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

GOVERNO ENSINARA DANÇA DA CHUVA
NAS ESCOLAS ESTADUAIS PAULISTAS

Silvio Prado, professor

Conforme portaria da Secretaria da Educação de São Paulo, índios brasileiros de aldeias do Alto Xingu foram contratados para a realização de oficinas com professores da rede pública estadual visando transmitir a eles técnicas básicas da Dança da Chuva.

O Projeto Dança da Chuva vai alcançar principalmente os professores de Artes e Ciências de toda a rede de ensino. Num segundo momento, esses professores levarão para as escolas o ensinamento  adquirido com os índios  vindos da  região Norte do país.

Como se prevê que o período de estiagem em São Paulo alcançará 2015, a Secretaria da Educação pretende com o projeto estimular, através da escola, a população a descobrir formas alternativas que forcem a natureza a superar o drama da falta de chuvas.

Na Antiguidade, povos como os maias e astecas foram praticantes da dança da chuva. Os sioux, povo indígena norte-americano, também desenvolveram técnicas da dança.

Conforme manual distribuído pela Secretaria da Educação, para desenvolver a dança é preciso ter uma sincera comunhão com a natureza, pois só assim podem ser movidos os muitos elementos geradores da chuva.

Além do projeto envolvendo a educação paulista, o problema da falta de água em São Paulo fez com que o governador Geraldo Alckmin marcasse com a direção da CNBB encontro para o final do mês de setembro. Alckmin tentará convencer os bispos brasileiros sobre a importância de retomar, no estado de São Paulo, a antiga prática de se fazer procissão pedindo chuva.

Em julho, na cidade de Itu, interior de São Paulo, horas depois de uma procissão a chuva desceu sobre o município. O exemplo estimulou o governador a tentar convencer a CNBB a adotar oficialmente essa prática. 

O Projeto Dança da Chuva e o projeto que propõe a CNBB fazer procissões, só serão devidamente desenvolvidos depois de 5 de outubro próximo. Parte do custeio dos projetos, com a devida anuência dos acionistas, principalmente os internacionais, deverá sair dos cofres da SABESP.

Fala-se que o governador poderá participar de algumas procissões.
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(Trata-se de uma brincadeira em torno de uma questão bastante séria. O único problema é que o governador de São Paulo, só para dizer que está combatendo a falta de chuvas, acabe adotando os dois projetos como seus)