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terça-feira, 30 de setembro de 2014

MARINA SETÚBAL

Silvio Prado, professor
Quando elas se viram
Num oportuno momento
Marina virou Setúbal 
E Neca naquele momento
Fingindo bonito ser Silva 
Dispensou constrangimentos
E foi tirando de um cofre
Um discurso a contento.
Depois, tão encantada
Marina esqueceu a floresta
Brigas com o agronegocio
Onde quase ninguém presta
Pois constatou ser possível
Aparar qualquer aresta
E sair com essa gentalha
Por aí fazendo festa.
Como bobagem é pouca
Pra quem vive de aventura
Marina imediatamente 
Não pensou nem fez censura
E também gostou do apoio
Dos senhores da tortura
Que num tal Clube Militar 
Saudosos são da ditadura.
Vai a moça em seu caminho
Bronzeando em toda praia
Canelas e joelhos escondidos 
Por longas e compridas saias
Mas se expondo ao ridículo
E de alguns levando vaia 
Por viver beijando a mão
Do escrotíssimo Malafaia.
E desse jeito vai mesmo
Desinventando sua história
Arrepiando Chico Mendes 
Com uma nova trajetória
Como se fosse possível 
E não coubesse na memória 
Que seus parceiros de hoje
Ontem pra ela eram a escória.