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domingo, 7 de setembro de 2014

O GOLPE VEM DE XALE,
COM APOIO DO PIG

W. Takafumi, jornalista

A elite financeira nacional, os generais de pijama e o PIG (Partido da Imprensa Golpista), em particular, jamais admitiram que os trabalhistas governassem o Brasil sem que pudessem dar pitaco na economia e ampliassem seus lucros à custa do sacrifício de milhões de brasileiros e enchessem suas burras nos paraísos fiscais e em contas numeradas na Suíça.

Lula passou a ser "ladrão" depois de presidir o Brasil por duas vezes e eleger sua sucessora. O "cara", no dizer do presidente americano Barak Obama, transformou o Brasil de mero figurante no teatro político internacional em coadjuvante importante, que contracena a todo instante com as estrelas da companhia.

A elite política e os herdeiros de fortunas construídas graças ao suor e ao sangue derramados pelos escravos e à mão-de-obra barata explorada pelas nascentes elites industriais e comerciais do Brasil do século XIX, jamais admitiram ter seu predomínio sobre a jovem nação brasileira questionada. Foi assim, por exemplo, com a "revolta da balaiada", no Maranhão, que as elites sufocaram com a união da força militar imperial e os latifundiários, contra os quais povo e escravos se rebelaram.

A mídia, especialmente a de São Paulo, especializou-se em forçar o separatismo da Metrópole com o resto do país, levando os paulistas a uma espécie de guerra da secessão brasileira em 1932, com apoio de mineiros e cariocas, para derrubar Getúlio Vargas do poder. O PIG paulista já funcionava naquela época, insuflando os paulistas e a Força Pública a terçarem armas com seus "inimigos", em nome de uma nova constituinte e contra a corrupção no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede do governo federal então.

O PIG funcionou em 1954, com o ultradireitista jornalista Carlos Lacerda à frente a denunciar o "mar de corrupção" que assolava o governo trabalhista de Getúlio Vargas, que havia acabado de criar a  Petrobrás, defendida com fervor pelo taubateano Monteiro Lobato (autor da frase 'o petróleo é nosso'), a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), o SM (salário mínimo) e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A elite paulista nãi queria uma nova constituição. Queria, isto sim, pôr fim às conquistas dos trabalhadores, protegidos pelas novas leis.

Apenas sete anos após o suicídio de Getúlio, o PIG do Rio de Janeiro e de São Paulo levaram o povo a acreditar que Jânio era o melhor para o Brasil (foi a campanha do 'varre, varre vassourinha, varre varre a bandalheira''), mais ou menos como faz hoje com Marina Silva (pota-voz da 'nova política'), mera boneca de ventríloquo dos banqueiros e das elites, que perderam influência sob os governos trabalhistas de Lula e Dilma e tiram os sapatos para pisar em solo americano a mando de um funcionariozinho qualquer da imigração.

É esta elite que tem o apoio irrestrito do PIG. É esta elite e o PIG que incensaram Collor de Mello na eleição presidencial de 1989 e o derrubaram em 1992, via Congresso Nacional, assim como fizeram com Jânio Quados em 1961 que renunciou à presidência da República após perder o poio da elites e do PIG paulista, carioca e mineiro, levando o país ao golpe militar de 1964, com a deposição do governo trabalhista de João Goulart. O PIG fez Jânio e Collor acreditarem que governariam o país sem o apoio do Congresso Nacional, como fazem agora com Marina Silva.

Sábado, quando me dirigia, a pé, ao Shibata, passei por dois senhores que conversavam sobre as próximas eleições. Falavam da "notícia" que viram na noite anterior. Um vendia para o outro que Jornal Nacional disse que "um deputado do PT tinha roubado a Petrobrás" e que "esse governo (da Dilma) é muito corrupto". Não resisti à tamanha ignorância sobre os fatos políticos atuais e pedi para entrar na conversa. O senhorzinho que "vendia" Marina Silva como a solução para os nossos problemas, não quis me ouvir. O outro, menos arredio, não soube me responder porque Marina é melhor que Dilma e ficou embasbacado quando lhe disse o quanto o Brasil cresceu nos últimos 12 anos, justamente os anos dos governos trabalhistas de Lula e Dilma.

Para derrubar o governo trabalhista de Dilma e recuperar o poder de influência que teve no passado, o PIG tenta criar cizânia entre Lula e Dilma, com aquele candidato a presidente em lugar desta. O manchetômetro criado por uma faculdade de comunicação do Rio de Janeiro é a prova provada de que o PIG joga contra o Brasil e seu povo. Leia aqui...

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