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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

POLICIA É NOVAMENTE ACUSADA
DE EXCESSOS EM SÃO PAULO

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

De um lado a ordem judicial. De outro o comando. No meio os PMs e o Povo que legalmente deve ser retirado. O cenário, outrora poético de quem cruzava a Ipiranga e a Avenida São João, transformado em campo de batalha.

Não queria estar na pele dos policiais militares, comprimidos como pólvora em cartucho.

É preciso entender que na retomada do hotel  Aquarius, no centrão boêmio de São Paulo aconteceu de tudo. Sofás, pedaços de geladeiras e fogões eram atirados pelas janelas.

Ora! Não se pode exigir que os policiais viessem com flores, naquela que foi provavelmente a terceira tentativa de cumprimento da decisão judicial.

Mas agora, o bode expiatório é a Polícia Militar. Mais precisamente a soldadesca, privada da própria voz na hora da defesa. Por que não culpam a Justiça? Quem faz as leis? O governador? Mais fácil culpar os ‘Meganhas’ desumanos.

Isso me faz lembrar de antigo sucesso de Luiz Gonzaga: “Errei no corte, seu Zé Mariano. Peço desculpas pelo meu engano. Sou alfaiate do primeiro ano. Pego na tesoura e vou cortando o pano. Ai, ai, que vida ingrata o alfaiate tem. Quando ele erra estraga o pano todo. Quando ele acerta a roupa não convém”.

Falei e disse!